Ao participar de seminário sobre “Independência e Ativismo Judicial”, no Superior Tribunal de Justiça, o corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, afirmou que o “juiz constitucional não pode ser pautado apenas pelas minorias”.  Após a declaração, resolveu completar, em tom de brincadeira: “Aliás, eu já vi que quero meus privilégios, porque os heterossexuais estão virando minoria. Não têm mais direito nenhum”.A frase, publicada em diversos veículos da imprensa, é um exemplo do que porta-vozes institucionais, públicos ou privados, devem evitar pronunciar. Emitir opinião em assuntos sensíveis é um dos “don’t do its” de manual de boas práticas. Em se tratando do corregedor nacional de Justiça, o fato ganha contorno mais saliente.As palavras do corregedor foram reproduzidas por todas as mídias e logo circularam nas redes sociais, acompanhadas de severas críticas.

No mundo midiático atual, não há espaço para improvisos e opiniões ditas ao sabor do momento. Em comunicação, aplica-se a regra básica: “menos é mais”. Menos destempero verbal e mais foco na mensagem que se quer passar.

[+] Saiba mais aqui