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Cenas da Semana – edição 152ª

por | 15/04/2021 | Notícias

Funeral da família real foi planejado pelo príncipe morto e tem ‘protocolo contra tristeza’ da Rainha

(Foto/Reprodução @theroyalfamily)

Nada de lenços brancos ou choro efusivo. Mesmo em meio à consternação do luto pela perda do companheiro de vida por 69 anos, a Rainha Elizabeth II precisa mostrar discrição. É o que prevê o protocolo da família real britânica. A cerimônia de despedida do Príncipe Philip, duque de Edimburgo, que morreu na semana passada aos 99 anos, será neste sábado.

E curiosamente revela que, mesmo na morte, há planejamento.

O funeral é chamado Forth Bridge, uma operação segundo a qual o próprio Philip teve direito a dar pitaco – alguns detalhes, inclusive, só serão conhecidos na hora. A cerimônia será para 30 convidados, completamente reservada, mas contará com honras de Estado com oito minutos de disparos durante o cortejo do caixão – este transmitido pela televisão – entre o castelo de Windsor e a capela de São Jorge.

Após o funeral, a Rainha Elizabeth entrará no luto real de 30 dias. Mas a tristeza não deverá ter lugar. Segundo a tradição britânica, a morte de um integrante da família real precisa ser enxergada como um renascimento e oportunidade de expor a unidade do país.

Stalker: fenômeno das relações virtuais ganha relevância e é incluído no Código Penal

(© Reprodução/Eshoje)

Ao atravessar a fronteira daquela espiada, stalkear – do inglês perseguir – se tornou um hábito tão nocivo que passou a ser considerado crime previsto no Código Penal. A mudança na lei para punir o ato, comumente associado ao ambiente virtual, mas que também pode ser aplicado ao meio físico, entrou em vigor este mês. A pena para quem acompanhar de forma obsessiva alguém, provocando a perturbação do sossego, culminando ou não em ataques, agressões ou a ameaça à integridade física ou psicológica da vítima varia de seis meses a 2 anos de prisão. Com um agravante: se a prática for contra mulher, criança, adolescente, idoso ou com uso de arma de fogo, a pena sobe para 3 anos.

Antes da lei, ninguém poderia ser efetivamente preso por stalkear. A ação era tratada apenas como uma contravenção penal, com pena de 15 dias a dois meses, punição normalmente convertida em multa.

Embora a prática de perseguição já tenha espaço nos estudo da criminologia há anos, a nova forma de comunicação, por meio da internet e das redes sociais, se tornou terreno fértil para abrigar a ação dos criminosos. Normalmente o crime é provocado por fatores como violência doméstica, inveja, vingança, ódio ou a pretexto de brincadeira.

O hábito saudável de stalkear, porém, continua valendo e é, por exemplo, uma ferramenta importante para avaliação de candidatos à uma vaga de emprego. Se não for para prejudicar, a curiosidade ainda tem seu espaço garantido.

Plataforma paga R$ 13 mil para usuário ficar 24h assistindo vídeos sobre crime

(Getty Images/iStockphoto)

Quantas horas você consegue ficar em frente à televisão maratonando uma série? Talvez o dia inteiro. Mas a plataforma de streaming Magellan TV, presente nos Estados Unidos, inovou e resolveu pagar para testar a capacidade de resistência do público. O prêmio será de US$ 2,4 mil (o equivalente a R$ 13 mil) para que três usuários engatem 24 horas direto. A dificuldade imposta, porém, é assistir a 18 séries com temas que tratam de crimes reais.

A experiência busca avaliar o comportamento do público e testar os limites do candidato. A aventura sangrenta deverá ser transmitida pelas redes sociais. A Magellan TV também vai dar um ano de assinatura grátis para os vencedores.

No cardápio de documentários estão: “O Massacre de Columbine: na mente do assassino” e “Jack, o Estripador: Tabloid Killer“.

Por enquanto, a ação de marketing para popularizar a marca de streaming só é válida para moradores do Estados Unidos. A estratégia, contudo, tem um pano de fundo polêmico.

Gigantes da tecnologia, como o Google e o Youtube, têm acelerado processos de uso de inteligência artificial no serviço de classificação de vídeos sensíveis – aqueles que envolvem mortes, violência sexual e pedofilia.

A providência foi tomada após a explosão de afastamento de funcionários com problemas psicológicos causados pelo contato massivo com filmagens com conteúdos delicados. A maratona proposta pela Magellan TV pode até ser divertida, mas merece um carimbo de atenção.