A reinvenção do modelo de liderança no pós-pandemia

por | 25/09/2020 | Arena de Ideias

Covid-19 obrigou as lideranças a se adaptarem e repensarem as suas práticas corporativas. Uma dessas mudanças foi a integração entre a vida familiar e a profissional, que nunca estiveram tão presentes. E essa realidade veio para ficar. Diante do cenário imposto pela pós-pandemia, a liderança precisa se reinventar e buscar um novo modelo de gestão mais próximo e humano, baseado na agenda ESG – sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança por parte das empresas.

O tema foi discutido no webinar Arena de Ideias, transmitido pela In Press Oficina. O debate contou com as participações da presidente do Conselho do Capítulo Brasil para o Pacto Global da ONU, Denise Hills, responsável pela Sustentabilidade da Natura em toda a América Latina; a pesquisadora e estrategista, fundadora da Hybrid Colab, Ana Cortat; e a sócia-diretora da In Press Oficina e especialista em gestão de crise e reputação, Patrícia Marins. A diretora do núcleo de relacionamento com Poder Público da In Press Oficina, Fernanda Lambach, mediou o bate-papo.

 

Transformações na liderança impostas pela Covid-19 
 

“Temos que ter muito cuidado com um vírus que nos pediu para parar. Não iremos sobreviver nem como indivíduos, nem como empresas, caso a gente não reinvente o modelo que está estabelecido nesse momento. Corporações são pessoas. Não adianta dar emprego sem se preocupar com a pessoa que está trabalhando, se ela consegue realizar seus sonhos, consegue dormir à noite, mandar os filhos para a escola”, disse.

Para Denise, a pandemia trouxe lições importantes e que devem ser adotadas pelas lideranças no pós-pandemia.

 “Todas as tecnologias que estamos usando maciçamente já estavam aí. O que faltava era o ‘click’. A mãe natureza mandou todos nós para casa para pensar no que a gente quer de diferente nesse momento. Liderança é o desafio de permanecer nas escolhas das pessoas que fazem parte da nossa vida. Esta é a hora perfeita para dar um reset”, afirmou Denise.


Empatia e transparência são valores fundamentais
das lideranças pós-crise

 

Na mesma linha, Patrícia ressalta:

“Eu entendo que esse papel da liderança transformadora dentro da agenda ESG, sob o aspecto da comunicação, começa por eu me colocar no local do meu liderado. Se eu não consigo trazer as dores dele para o meu colo, eu não consigo gerar essa conexão. E as outras transformações que eu preciso fazer, elas se perdem”, destacou.

Pandemia acelera agenda ESG

A agenda ESG já é uma realidade há alguns anos, mas será fundamental para as empresas no pós-pandemia. Não apenas para a retomada das atividades, mas para o futuro das corporações. As práticas trazem diversos impactos positivos, incluindo melhora da imagem reputacional.

“Atuar sob a agenda ESG exige um mindset específico de liderança que não é um mindset que já está colocado e está claro. Nesse momento, é acelerado pela situação que nós estamos vivendo. É importante situar que na lógica empresarial de modelo que o capitalismo adotou não existia uma preocupação real com a construção de valor”, ressaltou Ana.

Para Denise, a agenda ESG significa “olhar para além do resultado econômico” obtido pelas empresas. “O ‘G’ é o mais conhecido, porque hoje você ter bons princípios de governança é uma razão para abrir seu capital. O ‘E’ e o ‘S” menos. Um exemplo muito simples é uma empresa que usa água e não dá conta de devolver ao ambiente esse resíduo com qualidade não tem um compromisso claro das suas atividades”, explicou.

Arena de Ideias | Desafios da liderança transformadora na agenda pós-Covid

O Webinar Arena de Ideias da In Press Oficina acontece toda quinta-feira no nosso canal do YouTube.

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