Alinhamento de políticas públicas demandam engajamento com setor privado

por | 11/08/2020 | Impressões

Foto: Getty Images

A pandemia mudou significativamente a relação entre empresas e o poder público. A crise afetou não só a saúde dos cidadãos como também a saúde econômica do país. Combater a covid-19 não é responsabilidade apenas das autoridades públicas, mas também do setor corporativo, que agora precisa se unir ao governo para reaquecer a economia.

Em um momento em que os governos dependem da cooperação contínua do setor privado para ajudar a gerenciar as demandas geradas pela crise sanitária e de aumento significativo do fluxo de informações regulatórias, cresce a necessidade por profissionais de relações governamentais que possam traduzir os interesses entre as duas partes.

Para além de influenciar na formulação de políticas públicas, empresas que constroem relacionamento transparente com tomadores de decisão durante a crise podem contribuir para um clima de opinião positiva sobre a sua empresa como parte da solução que está por vir.

O time multidisciplinar da In Press Oficina elabora estratégias para que empresas possam sejam incluídas no diálogo transparente entre o poder público e entes privados.

Estados Unidos terão a primeira candidata negra à vice-presidente

Foto: Steve Marcus / Reuters

A senadora do estado da Califórnia, Kamala Harris é a primeira mulher negra e a primeira pessoa de ascendência indiana a concorrer à vice-presidência dos Estados Unidos por um grande partido norte americano.

Kamala Harris foi considerada uma das principais candidatas ao anunciar sua campanha presidencial em janeiro de 2019, porém não conseguiu capitalizar o impulso inicial, desistindo da candidatura em dezembro passado. Depois disso, Kamala ganhou projeção nacional ao questionar duramente, em sabatinas no Senado, indicados por Trump para cargos de juiz da Suprema Corte e de Secretário de Justiça.

Apesar de ter sido rival de Biden, o nome ex-procuradora do Distrito de San Francisco e do estado da Califórnia foi amplamente defendido, especialmente por conta da sua atuação em prol da justiça racial. Harris ainda conta com apoio de mulheres afro-americanas, que têm sido as apoiadoras democratas mais confiáveis ​​ao longo dos anos, conquistando um partido que se tornou mais diverso, mas ainda tem maioria de brancos ou homens nomeados para concorrer a cargos eletivos.

Nos Estados Unidos, os vice-presidentes podem ser marginalizados pelos presidentes assim que a eleição é concluída ou se tornar uma parte importante da formulação de políticas, experiência vivida por Joe Biden durante a gestão de Barack Obama.

As 5 lições para cuidar da reputação

Foto: Pngitem

Na era da comunicação digital corporativa, fortemente impulsionada pelo coronavírus, os riscos à reputação são cada vez maiores e têm alto impacto na imagem da empresa. Relembramos o artigo do gerente de Comunicação Digital da In Press Oficina, Felipe Zulato, publicado em junho de 2019:

Semana passada, estive no Congresso Mega Brasil de Comunicação Corporativa, o mais importante e abrangente evento independente do setor de todo o País. A programação envolvia palestras, mesas redondas e conferências, reunindo profissionais nacionais e internacionais em torno de temas de vanguarda, novos conceitos, novas práticas e cases de sucesso.

Sempre digo pro time da In Press Oficina que é bom parar um pouco de vez em quando e ir “respirar o mercado”. A rotina da agência, as entregas diárias, cobranças por resultado podem te tirar do rumo que o mercado está tomando ou te deixar rapidamente desatualizado.

E como foi bom ver que estamos no caminho certo. Não tinha forma melhor de ‘respirar o mercado’, como disse anteriormente, do que ouvir profissionais que trabalham em grandes marcas como McDonalds, IBM, Google, entre outras que passaram pelo palco do evento. Afinal, eles enfrentam o mesmo desafio diário da nossa equipe de construir, manter e proteger o ativo mais sagrado de todas as empresas, entidades ou órgãos do setor público: a reputação. Sem ela, nada funciona, não existe comunicação e muito menos qualquer chance de empatia da sociedade.

Me propus, então, um desafio. Resumir tudo que vi durante todas as palestras e mesas de debate em 05 grandes lições. Vamos a elas:

  • Defina um propósito verdadeiro: propósito já é palavra-chave da In Press Oficina há muito tempo. E a cada evento, essa palavrinha mágica ganha cada vez mais força. Mas não basta definir qualquer propósito porque ‘está na moda’. Ele precisa ser verdadeiro e ter uma conexão profunda com as pessoas que trabalham na sua empresa, entidade ou órgão do setor público. Quanto mais verdadeiro, mais forte será o engajamento interno e melhor será a sua reputação.
     
  • Seja coerente e consistente: se foi definido um propósito e ele tem relação direta com o propósito das pessoas que trabalham na sua empresa, você vai precisar ser consistente. Empresa não muda de propósito todo dia, todo mês e nem todo ano. A consistência vai trazer no médio/longo prazo o resultado esperado.
     
  • Não tenha medo de ousar: já se foi o tempo que ‘jogar na retranca’, como diz o jargão futebolístico, dava certo. Ficar só se defendendo dos ataques sem ter uma estratégia pró-ativa é o caminho mais rápido para sua reputação ruir. Ou tomar uma bola nas costas pra manter a referência no futebol. É fato que temas sensíveis, críticas ou até fake news vão aparecer a qualquer momento quando se fala de grandes empresas ou órgãos do setor público. E ficar esperando elas acontecerem não vai ajudar em nada. Enfrente as crises de frente, seja transparente, saiba rir de si mesmo e ‘surfe’ a internet. Todos os dias as oportunidades surgem, basta saber aproveitar.
     
  • Microinfluenciadores e nano-influenciadores vieram pra ficar: o tempo das mega-celebridades e dos ´’digital influencers’ pode estar chegando ao fim. A credibilidade dessas pessoas está em cheque uma vez que passou a ser comum fazer ações patrocinadas ou até participar de propagandas tradicionais. Os holofotes agora se voltaram para esses microinfluenciadores que, se bem utilizados, podem contribuir e muito para a reputação da sua empresa ou entidade. Mas nada de fazer uma ação patrocinada sem que isso fique claro. É uma tremenda canelada que não será perdoada no ambiente digital.
     
  • Diversidade, diversidade e mais diversidade: o mundo mudou, a sociedade brasileira mudou, os millenials chegaram com tudo e quem ainda não acordou para a necessidade de abraçar a diversidade pode ser dar muito mal num futuro muito próximo. As tribos, os clãs, os ou chamados ‘nichos’ estão cada vez mais hipersegmentados e é preciso definir mensagens-chave para cada um deles para construir sua reputação. Ignorar também não é uma boa ideia. Você também será cobrado por isso.

Bônus: se você leu até aqui, vai aí uma lição bônus, que também foi discutida no evento e é pauta em toda reunião de planejamento na agência. Não tenha medo de errar! O mundo digital te permite experimentar, testar hipóteses e avaliar rapidamente repercussão. Mas erre pequeno e erre rápido. Insistir (e investir) muito tempo em uma ideia sem saber se ela vai dar certo não é o melhor caminho. Faça um grupo controle, avalie o que deu errado e faça ajustes na estratégia. Acertou? Como eu sempre digo pro time, ‘Boa!’. E aí é mais fácil ainda, basta pensar em como escalar e levar aquela mensagem para a maior quantidade de pessoas possível.

E que tal co-criar um pouco? Deixe nos comentários os seus desafios na hora de construir a reputação da sua empresa, entidade ou órgão do setor público e vamos criar juntos novas lições para o próximo texto.

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Arte: In Press Oficina | Fonte: Conass

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