Aquecendo os motores para as eleições: como vai o cenário em Recife e em Porto Alegre

por | 31/08/2020 | Impressões

Foto: Reprodução

As eleições municipais estão próximas e é preciso avaliar como as disputas regionais podem interferir no cenário nacional. Apesar dos debates em Brasília sobre temas como a Reforma Tributária, a verdade é que muitos deputados federais e senadores já estão mergulhados em seus estados. Articulam forças, abrem caminhos, buscam estratégias para neutralizar opositores.  Muitos deputados federais estão cotados para assumir cadeiras em prefeituras de capitais. A análise prévia do Recife (PE) e de Porto Alegre (RS) a seguir, foi feita pelo cientista político André Cesar, da Hold Consultoria.

RECIFE (PE):  a esquerda entrará dividida no pleito. Pelo menos três partidos deverão lançar candidatos próprios, disputando a mesma faixa do eleitorado. O quadro pode favorecer outros grupos, em especial os de centro-direita. Uma briga familiar permeia as candidaturas dos deputados federais João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT).

PSB: bisneto do ex-governador Miguel Arraes e filho do também ex-governador Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014, o deputado João Campos surgiu na política embalado pela força familiar. Mas logo desenvolveu estilo próprio, sendo dos mais destacados parlamentares da nova geração. Deputado mais votado na história de Pernambuco, seu ingresso na vida pública atrapalhou os planos da petista Marília, sua prima.

PT: Marília Arraes começou a carreira política no PSB mas, não aceitando o que chamou de “guinada à direita do partido”, ingressou no PT. Vereadora bastante atuante em defesa de causas sociais, ela tentou disputar o governo estadual em 2018, mas o PT decidiu apoiar a reeleição de Paulo Câmara (PSB). O episódio repercute até hoje e a agora deputada federal deixa claro que não aceita qualquer aproximação com os socialistas.

PDT: apresenta o também jovem deputado federal Túlio Gadêlha. Atual esposo da apresentadora global Fátima Bernardes, ele tornou-se uma figura nacionalmente conhecida. Bacharel em Direito, sua candidatura tentará ganhar espaço junto aos eleitores não satisfeitos com o embate PSB-PT. As chances de êxito, porém, são limitadas, dada à carência de estrutura de sua campanha.

Cidadania: lançará outro deputado federal, Daniel Coelho.

Apoiado pelo PSDB e pelo PTB, o DEM pretende lançar o ex-deputado federal, ex-governador e ex-ministro da Educação Mendonça Filho. Político experiente, chegou a ocupar a liderança de sua bancada na Câmara dos Deputados. Seus aliados apostam no peso de seu nome – o establishment político vê em Mendonça Filho a principal alternativa à esquerda. O racha PSB-PT pode ser favorável ao candidato.

Porto Alegre: disputa gaúcha terá neta de Brizola

Foto: TripAdvisor

Com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, a capital gaúcha será mais uma vez estratégica para as pretensões dos partidos nas eleições do final do ano.

PSDB: a disputa tem um elemento extra: o processo de impeachment do atual prefeito, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que ainda se coloca como pré-candidato. Está rompido com seu vice, Gustavo Paim (PP), e é acusado de usar mais de R$ 3 milhões do Fundo Municipal de Saúde em publicidade.

PRTB: Paim, o atual vice, está em campo em busca de apoio. Com um discurso que reforça o distanciamento do atual titular, ele negocia a inclusão do partido de Hamilton Mourão, em sua chapa. Um dos focos da ação de Paim é o empresariado local, com quem tem boas conexões.

MDB: deverá lançar o deputado estadual Sebastião Melo, que inclusive enfrentou Marchezan no segundo turno em 2016. Em busca de aliados, o parlamentar conversa inclusive com bolsonaristas.

PTB: deverá apresentar o ex-prefeito José Fortunati como seu representante na disputa.

PT: eterno protagonista na cidade, tendo governado entre 1989 e 2005, não terá o comando de chapa. O partido com o ex-ministro Miguel Rossetto, ocupará a vice da ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB). Candidata a vice-presidente em 2018, ao lado do petista Fernando Haddad, ela é forte na capital e tem grandes chances de chegar ao segundo turno, apresentando um discurso de renovação na esquerda.

PSOL: lançará a deputada federal Fernanda Melchiona, que está em seu primeiro mandato em Brasília.

PDT: novamente baseará a campanha na figura emblemática do ex-governador Leonel Brizola. Sua neta, a deputada estadual Juliana Brizola, encabeçará a chapa defendendo o legado do avô, com foco na educação pública. A bandeira do trabalhismo dará o norte da campanha.

Comissão do Coronavírus ouvirá Guedes

Reunião da CCJ da Câmar dos Deutados para ouvir o ministro Paulo Guedes e secretáio da Previdencia, Rogério Marinho, ao lado do releator , Dep. Delegado Marcello FreitasFoto: Sérgio Lima/PODER 360

Na terça-feira (1/9), a comissão mista do Congresso Nacional que acompanha as medidas do governo federal durante a pandemia de coronavírus receberá o ministro da Economia, Paulo Guedes, a partir das 10 horas.

Será a terceira vez que o ministro participa das audiências do colegiado, seguindo o cronograma de trabalho que sugere o visita do ministro a cada dois meses. Apesar de atender o requisito da regularidade, a reunião com o ministro pode caminhar para assuntos mais áridos, como as declarações dele pós-derrubada do veto que aumentaria os gastos com funcionalismo público. A conferir.

A Reflexão

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