fbpx

Arena de Ideias: 2021 será “extensão” de 2020

por | 11/12/2020 | Impressões

Foto: G1

“A nossa perspectiva para 2021 é que, pelo menos o primeiro semestre, será um 2020 parte 2”, aposta a fundadora da Oxygen, Andrea Janér, uma das convidadas do Arena de Ideias sobre Coronavírus e a reinvenção dos relacionamentos”, transmitido ao vivo ontem pela In Press Oficina.

Na visão dela, a pandemia expôs muitas fraturas na sociedade, que são os grandes temas da humanidade para a próxima década. “Espero que a pandemia tenha subido a barra da consciência coletiva e todo mundo esteja mais atento aos problemas que o mundo vai enfrentar até 2030”, afirma.

Para a presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Carolina Venuto, a Covid-19 ressignificou as relações profissionais e modelos de trabalho que alcançaram inclusive o mundo político, em que a costumeira formalidade cedeu espaço a reuniões sujeitas a interferências do ambiente familiar.

“Fomos impostos numa realidade virtual de uma forma aceleradíssima e não estávamos preparados para isso. Do dia para a noite não podemos ter mais contato pessoal. Nós somos um povo informal, estamos acostumados a abraçar, estar junto. Para a nossa atividade havia um formalismo. Quando a gente passa a ter que abrir a nossa esfera íntima para as autoridades, existe um limiar tênue”, explica.

Nesse contexto de transformação das relações profissionais, a sócia-diretora da In Press Oficina, Patrícia Marins, aponta que o vírus expôs as fragilidades e vulnerabilidades dos seres humanos. “A Covid-19 é uma grande crise de confiança no sistema de saúde, na esperança, em quem somos. Somos seres muito frágeis e um vírus nos coloca reféns sem saber quando nós vamos sair. A Covid traz também a sintaxe da empatia, vulnerabilidade, da autenticidade, de ser quem eu sou”, avalia.

Saúde mental e os riscos da segunda pandemia

Além de centenas de milhares de mortes, a Covid-19 trouxe graves efeitos colaterais na saúde da população, de depressão a suicídio, com os quais é preciso aprender a lidar. “A saúde mental está acarretando uma segunda pandemia. Dentro das empresas se reflete no burnout. E, fora, em suicídio e depressão”, pontua Andrea. Somente em um mês,  o Japão teve mais morte por suicídio do que por Covid o ano inteiro.

Os especialistas observam que o isolamento social, a nova rotina de trabalho e as dificuldades de conciliar o volume de atividades com as tarefas domésticas estão causando impactos significativos.

“Antes a gente levava a casa para o trabalho, agora trouxemos o trabalho para dentro da nossa casa. Qual o limite disso? Até que ponto vamos achar normal uma informalidade como essa? Existe um limiar também, é importante ter a liturgia de alguns processos. Mas vamos ter que achar um meio termo nisso, até pela saúde mental”, sugere Carolina.

Diante desse cenário, Patrícia reforça a necessidade de repensar a qualidade das relações não só profissionais, mas também pessoais. “Os nossos idosos gostariam de estar junto e não estão. Os jovens fazendo aula online e se privando. A qualidade dessas relações é um tema que precisamos ter no nosso radar. Isso tem feito com que a nossa saúde mental tenha ganhado contornos ainda mais dramáticos

O incômodo de Maia e a nova fase da disputa pela cadeira de presidente da Câmara dos Deputados

Foto: Exame. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi cobrado ontem em entrevista coletiva sobre qual seria o bloco de apoio do seu partido e, principalmente, quais nomes ele apoiaria pessoalmente.

O incômodo de Maia foi visível, não apenas pelo cenário que se formou após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a reeleição no Congresso Nacional. A movimentação por si já possibilita articulações do governo para ganhar espaço na arena de decisões, podendo conseguir emplacar seus projetos prioritários com maior facilidade – coisa que não vem acontecendo com Maia. O que intensifica sua apreensão é também o fato de seu partido estar gerenciando a articulação de nomes sem sua presença: em uma reunião de pré-candidatos na residência da Câmara que resultou na formação de um bloco de partidos, o nome preferido do atual presidente (Marcos Pereira – Republicanos/SP) também não estava lá.  

O parlamentar foi claro em seus posicionamentos em relação à estratégia da equipe de Bolsonaro. Segundo ele, as movimentações para conseguir eleger presidentes das casas legislativas seriam um ato de controle e quebra de autonomia, o que considera “ruim para a democracia”.

Apesar de não citado na entrevista, o bloco do DEM já está pré-definido com MDB, PSDB, PSL, Cidadania e PV, segundo Efraim Filho/PB, líder do DEM. Do outro lado, Arthur Lira (PP/AL) já é o nome de Bolsonaro e tem apoio do PSD, Pros, Avante, Patriota, PL, SD e PSC. Ele teve sua candidatura lançada na quarta-feira (09/12) e sinalizou que irá conduzir a casa “diferente” da forma de Maia.

Dica para o final de semana #1

Foto: TED

A primeira dica para o final de semana é o TED “O Poder da Vulnerabilidade”, da pesquisadora e professora da Universidade de Houston Brené Brown. Durante a palestra virtual, que é uma das mais assistidas de toda a plataforma, Brown relata que, ao iniciar suas pesquisas na área de assistência social, encontrou uma correlação entre a a vulnerabilidade e as dificuldades que alguns teriam em estabelecer conexões verdadeiras com outras pessoas. Pensou, portanto, que ao reduzir essas conexões, poderia resolver esse problema e torná-las mais felizes.

No entanto, os resultados das pesquisas mostraram o contrário. Pessoas mais dispostas a se expor e expressar de forma autêntica, se mostrando vulneráveis à contraparte, eram mais capazes de se conectar com outros. Conexões verdadeiras, portanto, derivavam de dois elementos que se correlacionam: vulnerabilidade e coragem.

Além da palestra, as pesquisas de Brené Brown já viraram livros e até um filme da Netflix, baseado na obra A coragem de ser imperfeito. A autora também tem um podcast, onde recebeu o presidente eleito norte-americano Joe Biden para falar de empatia, unidade e coragem.

Dica para o final de semana #2

Foto: TED

Já a segunda dica é o podcast lançado pelo fundador da Microsoft, Bill Gates, e a atriz e escritora Rashida Jones, Bill Gates and Rashida Jones ask big questions. O programa foi lançado em novembro e já conta com 05 episódios. Em cada um deles, os apresentadores se confrontam com perguntas importantes que devemos nos fazer para compreender e transformar o mundo.

Os episódios vão de “Como o mundo será após a Covid-19?” a “Será a desigualdade inevitável?”. Juntam-se a eles grandes nomes de diferentes áreas, como o escritor e pesquisador Yuval Harari, autor das obras Sapiens e Homo Deus ou mesmo o cantor e ativista Bono Vox, da banda U2.

Reflexão

Arte: In Press Oficina

#Assuntos do momento

Arte: In Press Oficina

Covid em números

Arte: In Press Oficina | Fonte: Conass

Você conta com os times de Public Affairs e Comunicação Digital em Brasília. Somos especializados em:

  • mapeamento de stakeholders
  • monitoramento do ambiente de poder
  • pesquisas junto ao Executivo e Legislativo
  • estratégias de Public Affairs
  • advocacy
  • soluções LGPD
  • comunicação estratégica
  • conteúdo para redes sociais
  • comunicação digital
  • monitoramento de redes sociais
  • business intelligence
  • treinamento de porta-vozes