Arena: senadores e especialistas debateram pesquisas e monitoramento do Congresso Nacional

por | 13/08/2020 | Notícias

Foto: In Press Oficina

O papel do Congresso Nacional na sociedade foi um dos assuntos debatidos na Arena de Ideias, webinar da In Press Oficina, que contou com a participação dos senadores Paulo Paim (PT/RS) e Oriovisto Guimarães (Podemos/PR); o jornalista Sylvio Costa, fundador do site Congresso em Foco, e a sócia-diretora da In Press Oficina e especialista em gestão de crise, Patrícia Marins. A moderação foi da diretora de Relacionamento com o Poder Público da In Press Oficina, Fernanda Lambach.

Patrícia avalia que o Legislativo é um retrato do país. “O Congresso é a caixa de ressonância da sociedade brasileira. Se eu quero entender mudanças de comportamento, regionalizações, eu tenho que entender de Congresso Nacional. Acompanhar o Congresso é um passo fundamental para se inserir no processo democrático”. 

A tecnologia oferece ferramentas que facilitam o monitoramento das atividades parlamentares no Congresso Nacional e traçam um retrato eleitoral. No entanto, nem sempre as pesquisas são realizadas por meio de dados científicos, trazendo resultados que podem não corresponder à realidade. 

Para Sylvio Costa, é importante diferenciar as pesquisas realizadas por empresas sérias e idôneas de instituições que não têm o mesmo compromisso com a utilização de métodos científicos. “Tem que distinguir duas coisas, pois há pesquisas e pesquisas. Tem instituições de grande credibilidade que, eventualmente, comentem alguns erros. Infelizmente, há empresas que não têm o mesmo critério, qualificação e ética”, analisa. “Tem que observar, primeiro: quem faz a pesquisa? Segundo: qual metodologia está usando? Terceiro: uma análise de cenário”, acrescenta.

O senador Oriovisto Guimarães avalia que, de modo geral, as pesquisas são um retrato que ajudam a entender o momento específico. Ele ressalta, porém, que algumas situações imprevisíveis podem mudar o panorama apontado. “Um filme é feito de milhares de fotografias que vão se somando. A pesquisa é uma das daquelas fotografias. A gente quer saber a tendência, o final da história, e não se pode fazer isso só com essa ferramenta. As novas ideias nenhuma pesquisa consegue prever. Quer podia prever uma pandemia? A vida nos surpreende”, diz.

Paulo Paim, por sua vez, acredita que a pesquisa é importante para auxiliar o político a “se situar” e saber o que a população está pensando. Entretanto, ele lembrou que as redes sociais exercem uma grande influência nas eleições e atividades parlamentares, por isso tudo pode mudar rapidamente. Em tempos de pandemia, Paim acredita que o ambiente digital será ainda mais decisivo nas eleições municipais que ocorrerão no final do ano.

“Toda pesquisa é importante, ela mede o momento da história. Mas é inegável que as redes sociais hoje cumprem um papel decisivo em qualquer campanha, ainda mais nas municipais que vão acontecer durante a pandemia. Acredito que a mobilização popular, principalmente via redes sociais, pode reverter muita coisa”, analisa.

Para Patrícia Marins, as pesquisas e monitoramento das atividades legislativas não podem ser analisadas de maneira isolada e devem fazer parte de um contexto amplo. Ou seja, é preciso avaliar o resultado em conjunto com outras variáveis. “Pesquisa não pode ser dissociada de outras ferramentas, que ajudam a ter uma leitura de contexto e da sociedade como um todo. A sociedade hoje é basicamente midiática, de redes sociais, e que muitas vezes não se revela totalmente”, ressalta.  

A íntegra desse bate-papo está disponível no youtube da In Press Oficina

E o dia ficou pra História

Foto: Getty images

Na noite de ontem (12/8), o Congresso Nacional analisou 16 vetos presidenciais, cinco deles foram derrubados e serão convertidos em lei. Foi a primeira vez que o Parlamento analisou os vetos em ambiente remoto, o que demandou grande articulação da bancada governista, recentemente fortalecida.

Apesar da indicação do deputado Ricardo Barros (PP/PR), ex-ministro da Saúde e figura proeminente entre as lideranças do Centrão, ao posto de líder de governo na Câmara, o Executivo ainda arcou com a derrubada do veto à prorrogação dos incentivos fiscais para as salas de cinema e a renegociação de dívidas de produtores rurais.

Veto à profissão de historiador
Entre as matérias revertidas pelo Congresso, estava o veto à regulamentação da profissão de historiador, projeto apresentado em 2009 pelo senador Paulo Paim (PT/RS), que só ganhou o aval do Senado e da Câmara em abril deste ano. O texto foi barrado por recomendação do Ministério da Economia e a Advocacia-Geral da União (AGU) com a justificativa de que restringiria o livre exercício profissional.

De acordo com o texto, poderá exercer a atividade de historiador quem tem diploma de curso superior, mestrado ou doutorado em História, diploma de mestrado ou doutorado com linha de pesquisa dedicada à história e profissionais diplomados em outras áreas que comprovarem ter exercido a profissão de historiador por mais de cinco anos.

A regulamentação da profissão, defendida pela Associação Nacional de História e pelo professor de história e deputado federal, Marcelo Freixo (PSOL/RJ), permite que historiadores prestem concurso público.

Saúde como ator político

Medical personnels take medical samples of patients at a “drive-thru” coronavirus testing lab set up by local community centre in West Palm Beach 75 miles north of Miami, on March 16, 2020. (Photo by CHANDAN KHANNA / AFP)

As disputas municipais têm, no geral, um caráter diferente das eleições gerais. As questões sociais tendem a dominar a agenda de debates e em 2020 não será diferente. Diante do impacto causado pela pandemia no dia a dia dos brasileiros, questões envolvendo saúde publica passam a ser um dos principais temas de interesse dos eleitores. 

O cenário colabora com a ascensão de nova classe política: os profissionais da saúde. Isso porque muitos desses profissionais têm ganhado cada vez mais espaço na mídia por conta de sua especialidade e atuação durante a pandemia, além do contato constante com a população local. Com menos tempo para campanhas eleitorais, aqueles que tiverem maior visibilidade terão vantagem em relação aos demais candidatos.

Ainda é prematuro afirmar, no entanto, caso o cenário hipotético se concretize, o setor de saúde poderá ampliar sua influência na formulação de políticas públicas, consolidando ainda mais seu papel como de ator político na arena decisória. 

Eleições nos EUA
A saúde pública também será eixo central na disputa entre Republicanos e Democratas nas eleições norte americanas. Historicamente, líderes democratas encabeçam à pauta em prol da ampliação do papel do estado na saúde, enquanto membros do partido Republicano se empenham na tentativa de revogação da Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente, o Obamacare. 

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Arte: In Press Oficina | Fonte: Conass

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