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Cenas da Semana – edição 153ª

por | 22/04/2021 | Notícias

In Press Oficina e Me Too Brasil lançam curso sobre diversidade nas empresas

(Foto/Reprodução @inpressoficina)

A In Press Oficina e o movimento Me Too Brasil querem contribuir como agente de mudança nas rotinas das organizações e as melhores formas de proporcionar relações (não só de trabalho) que valorizem as diferenças. O curso “Diversidade e Inclusão em ambientes corporativos”, lançado este mês, tem 6h de duração, em dois dias, e será ministrado, numa plataforma virtual, por uma equipe de especialista em comunicação e diversidade, além de convidados.

Não se trata de um puxão de orelha. O workshop pretende trazer um olhar qualificado para que o preconceito seja afastado do dia a dia das empresas e aborda desde a teoria que envolve os conceitos da luta contra o racismo estrutural, análise de como a empresa está fazendo sua comunicação em prol da diversidade e quais possíveis erros está cometendo.

O impacto na reputação e nos valores da empresa tem se demonstrado em fatos. Recentemente, a empresa de cosméticos Avon demitiu uma executiva denunciada por manter empregada doméstica em situação de trabalho análogo à escravidão. Na semana passada, a CNN Brasil abriu uma investigação interna após a denúncia de racismo, feito pela agência de notícias Alma Preta. A jornalista Basília Rodrigues, que é negra, teria sido alvo de reclamações porque estaria “descabelada” e sofreria boicote da imagem quando fazia entradas ao vivo. A Seara foi outra que demitiu um funcionário que usou as redes sociais para reforçar um comentário discriminatório contra o cabelo do participante João do Big Brother Brasil.

O despertar para a importância da diversidade visa afastar o preconceito do dia a dia das corporações para que diferenças de raça, gênero, cor, orientação sexual, socioeconômica ou culturais sejam uma realidade em qualquer ambiente de trabalho.

Ativista Navalny reativa clima de guerra fria entre Estados Unidos e Rússia

(Shamil Zhumatov/Reuters)

O ativista russo Alexei Navalny se tornou um personagem capaz de reativar o clima de Guerra Fria entre Estados Unidos e Rússia – período de disputas ideológicas que durou entre 1947 e 1991. O opositor do presidente russo Vladimir Putin adota a greve de fome desde 31 de março, após ter negado acesso a medicamentos na prisão e corre o risco de morrer. Ele está internado num hospital de Moscou.

O Pentágono se antecipou dizendo que a morte do ativista trará sérios riscos à relação bilateral, mas não adiantou as sanções mais severas, mas deve incluir denúncias de uso de agentes biológicos e violação de direitos humanos. Altos funcionários russos ligados ao governo do Kremlin tiverem bens bloqueados e estão impedidos de viajar a terras americanas.

O governo Putin afirma se tratar de uma questão interna e que tem sido dada a atenção adequada. O porta-voz russo, Dmitrriy Peskov, diz que o estado de saúde dos prisioneiros na Rússia não pode e não deve ser uma questão de interesse para outros países. Na mídia estatal russa, Navalny é acusado de fingir o estado de saúde.

Navalny está preso desde janeiro na Rússia, desde que voltou da Alemanha, onde se recuperou de um envenenamento supostamente liderado pelo governo russo. Ele cumpre 2 anos de prisão por ter violado a liberdade condicional.

No mundo o episódio é acompanhando como um ato de tensão. No atual contexto mundial, é improvável falar em avanços tecnológicos que a antiga Guerra Fria produziu como a criação da internet e dos serviços secretos. O “vencedor” desta disputa busca apenas um status de reconhecimento mundial.

Helicóptero da Nasa sobrevoa Marte e reacende corrida espacial ao planeta vermelho

(Reprodução/NASA)

Passados 83 anos da “Guerra dos Mundos” – ficção de um invasão de marcianos simulada na rádio por Orson Welles e que levou milhões de americanos ao desespero -, os terráqueos deram o troco, mas dessa vez de verdade. O helicóptero-robô Ingenuity (ingenuidade, em português) sobrevoou o solo de Marte na manhã da última segunda-feira (19). O feito histórico da Nasa foi transmitido ao vivo. É a primeira vez que ocorre um voo controlado na superfície de outro planeta. O helicóptero de 1,8 kg chegou a bordo do Perseverance, um pequeno automóvel que tocou o solo marciano em fevereiro.

O sucesso da missão não aponta ingenuidade. Pelo contrário. Coloca em marcha acelerada a corrida espacial. Além de Estados Unidos e Rússia – líderes da disputa por exploração fora do planeta Terra desde a Guerra Fria – Japão, Índia, Israel, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e China também têm projetos voltado à conquista do Planeta Vermelho.

Os estudos vão desde o comportamento de microrganismo fora da Terra até construção de bases espaciais.

O projeto mais ousado, sem dúvida, é de Elon Musk, homem mais rico do mundo com fortuna calculada em US$ 185 bilhões, e fundador da Tesla, que desenvolve e produz carros elétricos, e da SpaceX, um serviço de transporte espaciais.

O bilionário quer promover num futuro próximo o turismo no planeta que chega a ficar 400 milhões de quilômetros distante da Terra. Marte guarda características semelhante do nosso planeta, como atmosfera e geologia diversa, mas têm desafios como desconhecimento sobre água potável. Orson Welles foi o precursor da ficção científica, porém jamais poderia imaginar que o temor causado por uma peça de radioteatro naquele outubro de 1938 se tornaria mais tarde um desejo – no sentido contrário – dos terráqueos.