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Cenas da Semana – edição 159ª

por | 02/06/2021 | Notícias

Nestlé admite dificuldade para adequar seus produtos à alimentação saudável

(Crédito:ARND WIEGMANN /REUTERS)

Nem todo produto da Nestlé pode ser considerado saudável – e talvez nunca será. Para ser exato, 63% dos alimentos e bebidas do portfólio da companhia não merecem essa classificação, segundo uma apresentação interna produzida pela empresa suíça e divulgada pelo jornal britânico Financial Times. A revelação atinge em cheio a reputação da maior empresa alimentícia do mundo. Não se trata de sincericídio. Foi feita uma avaliação dos produtos com base em notas de zero a cinco usadas pela Fundação de Acesso à Nutrição. Nenhum chegou próximo ao 3,5, número para ser classificado como saudável. O dado mais contundente revela que alguns chocolates, doces, cereais matinais e sorvetes “nunca serão saudáveis, não importa o quanto renovarmos sua fabricação”.

A lista de compras dos produtos não saudáveis da Nestlé inclui o leite condensado Moça, o leite Ninho, Nescafé, a água mineral São Lourenço, produtos Maggi, chocolates KitKat e Milky Bar, Nescau e NesquiK, além da pizza de croissant e três carnes DiGiorno e a pizza de salame Hot Pocket. Entre os problemas identificados está, por exemplo, níveis de sal ou açúcar acima da média diária recomendada para uma pessoa.

A empresa não inclui no avaliação produtos da nutrição infantil, ração para animais de estimação, café e aqueles usados por pessoas com restrição alimentar.

Na outra ponta, foram considerados saudáveis 37% dos produtos da marca, como águas e laticínios.

A Nestlé se apressou em apresentar justificativa. Disse que tem aprimorado os critérios nutricionais dos produtos e citou a redução de açúcar e sódios nos alimentos em até 15% nos últimos sete anos. A marca centenária que tem o ninho como símbolo, numa alusão à primeira fonte de alimento, enfrentará agora o desafio de fugir da classificação de “junk food”.

Brasil ganha um marco Legal para Startups no momento de prosperidade no setor

Prepare-se para tirar do papel aquela ideia inovadora ou uma solução voltada a facilitar a vida das pessoas. O ambiente está altamente favorável para a criação e consolidação de startups no Brasil. Com o Marco Legal, que entrou em vigor esta semana, as pequenas empresas – que têm como características produtos ou serviços inteligentes desenvolvidos, geralmente com baixo custo e alto rendimento -, ganham uma oportunidade de virar unicórnios (como são chamadas as que são avaliadas em mais de US$ 1 bilhão).

Atualmente, o país conta com cerca de 13.500 startups, segundo a associação brasileira do setor. A captação de recursos é recorde: US$ 3,2 bilhões (cerca de R$ 16,45 bilhões) entre janeiro e maio, o equivalente a 90% do investido no ano passado, de acordo com dados da Distrito Dataminer.

O Marco Legal das Startups pretende reduzir os entraves que impedem a empresa de crescer. Veja alguns pontos da nova lei:

 

  • Os negócios precisam ter receita bruta de até R$ 16 milhões e até 10 anos de cadastro do CNPJ;
  • Com apenas uma pessoa, a empresa poderá ser classificada como Sociedade Anônima;
  • A nova lei cria facilidades para os chamados “investidores-anjo”, que não precisarão ser anjos e não serão responsabilizados em caso de dívidas;
  • Os investimentos em startups podem ser incluídos no orçamento das empresas;
  • É criada a figura dos sandboxes, ambientes regulatórios de teste para que empresas inovadoras experimentem modelos de negócios;
  • Startups poderão participar de licitações públicas com contratos de até 24 meses e valor limite de R$ 8 milhões.

O promissor mercado das startups se queixa ainda da falta de um incentivo nos impostos, semelhante ao que houve no Simples para micro e pequenas empresas. Mas, se você tem uma grande ideia guardada, o tempo é propício para tirá-la do papel.

Empreendedor americano dá dicas de como se aposentou com apenas 30 anos

Imaginar-se aposentado e vivendo de renda com apenas 30 anos de idade parece utopia, mas foi a conquista obtida pelo americano Grant Sabatier. Autor do livro “Liberdade Financeira”, ele dá dicas de como transformou os US$ 2,26 que tinha na carteira em 2010 – o equivalente a R$ 11,64 – em um patrimônio de US$ 1,25 milhão (R$ 6,44 milhões) em apenas cinco anos. Formado em filosofia, Sabatier precisou se reinventar. Nunca trabalhou na área e durante sua trajetória de sucesso chegou a ter 13 fontes de renda – apenas um emprego formal, numa agência de marketing digital. Mas um dos segredos não foi apenas economizar, foi economizar e muito – 80% de tudo que ganhava – e fazer várias aplicações financeiras. “Morava num apartamento miserável”, conta. Em recente entrevista à BBC, Sabatier listou quatro pontos chave para o sucesso:

Fazer uma lista de 5 a 10 coisas que te fazem feliz: definindo quais delas quer alcançar, e em quanto tempo, e optar por opções mais baratas ou até mesmo gratuitas;

Saber o valor da sua hora: descobrindo o quanto estaria disposto a abrir mão sempre que tiver a oportunidade de economizar; reduzir os grandes gastos como automóveis, moradias etc.

Focar em investimentos: definindo as ações e as empresas que podem te apresentar melhores resultados médios num médio prazo; dar maior atenção a fundos de investimentos; e, de preferência, ter um imóvel, ainda que tenha que dividir a despesa com alguém.

Desenvolver habilidades: tendo mais capacidades, maiores serão as oportunidades; dar preferência a aprendizados gratuitos, que podem ser apreendidos na internet, em vez de conquistar necessariamente novos diplomas.

Não se trata de uma fórmula fechada. Nem há garantias de que repetir o passo a passo terá o sucesso como consequência. Sabatier é um adepto do movimento FIRE, desafio comum entre os jovens dos Estados Unidos para se conquistar a independência financeira o quanto antes. O aposentado não parou de trabalhar. Mas hoje se dedica a receber dividendos do site que fundou o BankBonus, escrever livros e um blog. “Comprei minha liberdade”, orgulha-se o homem hoje com 37 anos de idades e com os boletos pagos por toda a vida.