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Cenas da Semana – edição 161ª

por | 17/06/2021 | Notícias

Futuro da publicidade? Empresas querem colocar anúncios nos sonhos

Tornar real a comida ou as bebidas do sonhos pode estar próximo de se concretizar. A ideia nasce a partir do desejo de 40 pesquisadores do sono dos Estados Unidos que reivindicam uma legislação específica para começar a incluir publicidade no sonhos usando a chamada Incubação de Sonhos Direcionada (TDI, na sigla em inglês). Basicamente a técnica consiste em gerar estímulos visuais e mentais para que ao dormir as pessoas possam sonhar com os produtos. As marcas Xbox, de games, Burger King, de fast food, e a Molson Coors, de bebidas, estão engajadas no projeto, segundo reportagem da revista Science, que trouxe o tema à tona.

A cervejaria fabricante de marcas como Coors, Blue Moon e Miller, inclusive, foi precursora da experiência e da promessa de efetividade uso da TDI. Durante o Super Bowl, a final da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), em fevereiro, 18 pessoas foram convidadas a assistir a um filme publicitário de 90 segundos antes de dormir.

O vídeo pretensiosamente batizado de “O grande comercial dos seus sonhos” trazia imagens de cachoeiras, montanhas – elementos presentes no logotipo da empresa – e da cerveja Coors. Ao acordar, cinco pessoas relataram ter encontrado os elementos da peça publicitária no sonho. Os participantes ganharam um engradado de 12 cervejas e foram orientados a enviar o vídeo para amigos.

Os pesquisadores explicam que a técnica ainda está num estágio inicial e precisa do consentimento do consumidor para produzir os efeitos desejados. Mas a intenção é aperfeiçoar a TDI para algo natural e permitir que nunca mais o sono seja apenas um descanso, mas um novo hábito de consumo.

Pesquisa da Microsoft revela que excesso de reuniões derruba produtividade

A fadiga mental provocada pelo excesso de reuniões virtuais tem gerado queda na produtividade, segundo estudo divulgado pelo Laboratório de Fatores Humanos da Microsoft. Para chegar à conclusão, a companha colocou 14 funcionários, monitorados por um eletroencefalograma, participando de videoconferências. As reuniões sucessivas e sem pausas provocaram aumento das ondas beta na atividade cerebral, o que significa aumento do estresse. Bastou um intervalo de 10 minutos entre os encontros virtuais para que os índices de fadiga ficassem em níveis estáveis.

Um outro estudo feito pela Microsoft no início da pandemia, no ano passado, já demonstrava que 30 minutos de reuniões virtuais já eram suficientes para causar fadiga e 2 horas levam o trabalhador a níveis altos de estresse.  Pesquisa do IESE Business School, da Universidade de Navarra, aponta que a falta de comunicação não-verbal provocada pelo contato das telas é prejudicial porque exige mais dedicação para ser compreendida. Outro aspecto considerado é o silêncio. Não há problema nenhum quando num dado momento de uma reunião presencial os participantes ficam calados.

No ambiente virtual, isso se torna um problema e um fator que estimula mais a atenção, por passar a impressão de que a qualquer momento você pode ser chamado.

Se as reuniões virtuais vieram para ficar, especialistas dão dicas para minimizar o problema como: fazer reuniões apenas necessárias, de preferência de curta duração e, se possível, substituí-las por e-mail ou quando não for possível, uma simples ligação. A saúde agradece.

Leite Moça retira camponesa da marca para homenagear mulheres brasileiras

Numa ação inédita em alusão aos 100 anos da marca, o leite condensado Leite Moça abandonou a imagem da camponesa presente desde a primeira embalagem e reconhecida internacionalmente e a substitui por mulheres reais. Dona Sônia, Bia, Gabriela, Angela, Tia Bena e ainda a mãe Terezinha com a filha Amanda são a inspiração para as ilustrações que passam a estampar o produto.

A iniciativa partiu da jornalista Adriana Terra, que pesquisou as histórias de 100 brasileiras e o impacto do Leite Moça na vida dessas pessoas. Todas as mulheres pesquisadas – consumidoras e empreendedoras – terão as histórias contadas nas redes socais da Nestlé e vão revelar desde receitas até a relação do produto com a família. As novas latinhas chegam ao mercado ainda este mês e as ilustrações são assinadas pela artista Débora Islas.

O produto está no mercado brasileiro desde 1921, mas precisou passar por um rebranding forçado pelo comportamento dos consumidores. O Milkmaid era importado e já podia ser encontrado nas prateleiras em 1890. Embora tenha conquistado o público, a dificuldade de pronúncia levou os brasileiros a pedirem a “latinha da moça”, associando à imagem da camponesa. Somente isso foi suficiente para rebatizar o produto logo que a primeira fábrica foi instalada em Araras, interior de São Paulo.