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Cenas da Semana – edição 170ª

por | 19/08/2021 | Notícias

Robôs são usados para trabalhos perigosos e até como animal de estimação

A presença de robôs no dia a dia está cada mais comum, tanto para trabalhos mais pesados na indústria como substitutos de animais de estimação. A Xiaomi lançou esta semana o CyberDog. Trata-se de um robô capaz de decorar movimentos. Dotado de 11 sensores, GPS e duas câmeras, ele consegue se mover tranquilamente e de maneira rápida, sem se chocar com obstáculo. No vídeo de apresentação, inclusive, o CyberDog conseguiu executar com perfeição – sem se “machucar” – um salto mortal de costas. Claro que não se trata do substituto para o público com tempo escasso para ter um pet de verdade. A ideia da Xiaomi é que quem adquiri-lo possa se aproveitar do código aberto para desenvolver aplicativos que darão novas habilidades e funcionalidade. O robô ainda não está a venda em escala comercial, mas já foi anunciado 1 mil unidades do cão-robô num valor próximo a R$ 8 mil (9.999 yuans). A indústria já trabalha com robôs, igualmente inspirado em pets.

A Vale batizou de Anymal, um cão-robô que trabalhará em operações de fiscalização na área de mineração. O equipamento custou R$ 1 milhão (180 mil francos suíços) e foi criado pela empresa Anybotics, da Suíça. Na fase de testes, ele conseguiu planejar rotas, medir temperaturas e até acessar partes de máquinas, impossíveis ao homem. Não foi a primeira aquisição da empresa. Até o fim do ano, quatro EspeleoRobô estarão em operação para acessar cavernas, dutos e usinas confinadas. A Petrobras já usa robôs para pintura de cascos da plataforma e desobstrução de dutos de petróleo; e a brasileira Jacto usa robótica para pulverizar defensivos agrícolas em pomares.

Estima-se que até 2023, o mercado de robôs cresça 31% ao ano até 2023 no mundo, segundo a Federação Internacional de Robótica. Para os fãs do desenho animado Jetson é um sonho se tornando realidade.

Carros voadores aguardam autorização para entrar no mercado em 2025

A cena com vários veículos disputando espaço no céu ainda parece distante, mas a indústria já estipulou um prazo. A partir de 2025, dar um passeio num carro voador pode deixar de ser algo exclusivo dos filmes futuristas. No Brasil, a Embraer colocou os veículos como estratégia ESG (ambiental, social e governança, em português). Os veículos elétricos autônomos (eVTOLs) estão sendo desenvolvidos pela empresa controlada EVE. O investimento chega a R$ 11 bilhões (cerca de US$ 2 bilhões). No mundo, há 140 projetos em andamento. A maior barreira aos carros voadores é a regulamentação. A Administração Federal de Aviação (FAA), dos Estados Unidos, e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa), maiores reguladores do mundo, ainda não têm estudos avançados de modelos que possam permitir a inovação.

A definição de regras deve favorecer o desenvolvimento de mais projetos, mas entrar no mercado agora é já chegar atrasado.

A Airbus já tem o modelo Vahana, que tem como diferencial ser com piloto automático, e já fez o primeiro voo experimental. O Volocopter 2X – que mais se assemelha a um helicóptero do que um carro – está sendo desenvolvido na Alemanha e prevê o controle por joystick. O BlackFly, da canadense Opener, quer oferecer recursos como retorno automático para casa. O modelo mais parecido com um veículo tradicional é o AeroMobil, com o diferencial de ter asas, com projeto da Eslováquia.

E se os vendedores pudessem anunciar, diriam: não compre carro agora. É melhor esperar o próximo lançamento, que chegará voando!

Inteligência artificial avança para facilitar a educação on-line

Um assistente de luxo para ajudar profissionais de educação a corrigir erros dos alunos começa a ganhar forma a partir de um experimento feito pela Universidade de Stanford. O chamado feedback automatizado foi testado num curso on-line chamado “Code in Place” feito no primeiro semestre por 12 mil pessoas de 148 países. Os resultados – revelados em reportagem do jornal The New York Times – tiveram 97,9% de aceitação. Basicamente funcionou assim: os estudantes foram estimulados a fazer uma programação de códigos de computadores. Após entregar o trabalho, a inteligência artificial corrigiu e apontou os erros, com eficiência superior aos humanos.

A máquina, contudo, não teve capacidade de responder dúvidas ou ajudar a corrigir o problema. Isso porque o computador é alimentado ao longo dos anos com informações e vai cruzando os dados para chegar à eficiência. Mas, caso jamais ele tenha tido contato, a informação é ignorada.

Os responsáveis pelo experimento afirmam que o modelo já pode ser aplicado em cursos on-line e apontam para um caminho que pode facilmente aplicado em sala de aula. “Implementamos isso no mundo real e funciona melhor do que esperávamos”, disse Chelsea Finn, professora de Stanford e pesquisadora de inteligência artificial.

Há um alerta, porém, que embora atinja níveis de excelência na correção, professores e monitores ainda são úteis para dar feedback e serem consultados pelos alunos.

Ou seja, não é possível deixar a inteligência fazer tudo. Pelo menos por enquanto.