Competitividade e políticas públicas para o agronegócio

por | 11/09/2020 | Arena de Ideias

“Não faltou alimento não é só porque a indústria trabalhou bem, mas porque a rede funcionou. De transporte, de inspeção federal, todo esse emaranhado de grupos que são necessários para que isso aconteça”, afirmou Grazielle Parenti, durante o webinar Arena de Ideias, promovido hoje pela In Press Oficina, com o tema Competitividade – o alimento movimenta o Brasil.

Para a presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Grazielle Parenti, isso é fruto de um trabalho integrado entre todos os personagens da cadeia de alimentos, desde os produtores, até os órgãos federais.

Ao contrário de países da Europa e dos Estados Unidos, que sofreram com o desabastecimento de alimentos durante a pandemia, o Brasil passou ileso.

O deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), avalia que o país ainda corre riscos de sofrer desabastecimento.

“Nós passamos toda a pandemia com absoluta segurança alimentar, não continuará assim. Nosso portfólio de produtos é composto por oito ou nove itens, mas quase 86% das exportações é de carne e grãos”, disse Moreira. 

Apesar de todas as dificuldades, Patrícia Marins ressalta que o agronegócio e o setor de alimentos como um todo estão sendo fundamentais para segurar a economia.

“A comunicação tem que ser em rede. É preciso comunicar os números de produção do setor do agronegócio. Num momento em que temos muitas áreas que apresentam um desemprego sem precedentes, esse setor é um dos que está conseguindo desenvolver a nossa economia”.

Logística + tecnologia = competitividade

 

Para o presidente do Comitê de Contratos Externos da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Marcos Amorim, o país avançou em tecnologia, principalmente com a implantação do portal único, que agilizou as exportações. Porém, ele avalia que é necessário desenvolver a logística de exportação.

“Precisamos melhorar a logística, essa é uma coisa que o Brasil precisa. Até sair da fazenda e chegar ao porto o Brasil fica muito atrás. Melhorou nos últimos anos, mas a gente ainda não chegou lá”, ressaltou.

O diretor–presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murilo Barbosa, por sua vez, mostrou-se preocupado com a não prorrogação do Reporto – regime de tributação que isenta impostos dos terminais portuários.

“A tributação que o segmento portuário tem é muito alta. E nós convivemos há alguns anos com uma isenção tributária, que é o Reporto. Mas, infelizmente, ela tem que ser renovada periodicamente e está em vias de terminar”, lamentou.

Arena de Ideias | Competitividade – o alimento movimenta o Brasil. Assista na íntegra: 

 

O Webinar Arena de Ideias da In Press Oficina acontece toda quinta-feira no nosso canal do YouTube.

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