Durante a crise, estratégias de comunicação interna ganham importância ainda maior

por | 09/06/2020 | Impressões

A pandemia da Covid-19 impôs uma série de desafios na área de comunicação tanto para empresas públicas como privadas. Além da mudança na forma de se comunicar com o público final, as instituições enfrentam o desafio de, à distância, manter os colaboradores engajados e fortalecer a cultura interna em meio à crise. Nesta quarta-feira (10/6), a In Press Oficina reúne especialistas para debater “A Força da Comunicação Interna em Tempo de Covid-19” em mais uma edição do Arena de Ideias.

Participam do webinar a head de Comunicação Interna do Facebook para a Europa, Oriente Médio e África, Inara Pilatti, a gerente de Comunicação Corporativa Brasil da Anglo American, Rachel Pessoa, e Juliana Neiva, secretária de Comunicação do Superior Tribunal de Justiça. Completa a videoconferência, a sócia-diretora da In Press Oficina, Patrícia Marins, especialista em gestão de crise e reposicionamento de marcas. A moderação do debate fica a cargo de Fernanda Lambach, diretora de Relacionamento com o Poder Público da In Press Oficina. 

O debate vai tratar de ações como a organização das rotinas de home office, conscientização sobre os riscos do vírus e prevenção, pesquisas de clima, distribuição de kits de proteção e desenvolvimento de programas para manter a saúde física e mental dos funcionários.

Para acompanhar o Webinar acesse e se inscreva no canal da In Press Oficina no Youtube pelo link https://www.youtube.com/watch?v=yIficlYuwUg

Maioria da população é favorável a regulamentação para combate às fake news

Fonte: Adobe Stock

Tema cada vez mais quente na política brasileira, as fake news também preocupam a sociedade. Pesquisa feita pelo Ibope nos dias 28 e 29 de maio revelou que 76% dos brasileiros se preocupam com notícias falsas e a desinformação na internet e nas redes sociais. A maior parte (68%) também avalia que o governo não faz o suficiente para combater o problema.

A pesquisa também revela que a opinião pública tende a responsabilizar as plataformas, como Facebook, Twitter e YouTube, pela difusão de fake news. 72% diz não confiar na forma que as plataformas, como Facebook, Twitter e YouTube, tratam o tema. Assim, 90% acreditam que há necessidade de legislação específica para combater obrigar plataformas a protegerem a sociedade de fake news.

Os entrevistados também se mostraram favoráveis aos principais pontos do PL 2630/20, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE), que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet e é tratado como “PL das Fake News”. Questões como rotulação de “robôs”, rotulagem de postagens pagas e divulgação de artigos com checagem de fatos foram amplamente aprovados, com no mínimo 71% de concordância.

A matéria saiu de pauta do Congresso, mas não da agenda. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), defendeu a construção de uma proposta conjunta com o Senado Federal. Além disso, o tema chegou de vez ao Judiciário. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) irá iniciar a análise do inquérito que avalia suposto favorecimento às campanhas de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão em 2018 por meio do financiamento de empresas a ataques cibernéticos contra opositores.

Feedback em tempos de pandemia

Fonte: Adobe Stock

Em tempos de crise, o feedback se torna um instrumento de gestão ainda mais importante e necessário. O trabalho continua, o monitoramento segue e o desempenho desejado precisa acontecer para que os resultados sejam celebrados por todos.

  • O feedback deve chegar ao colaborador ainda mais revestido por uma comunicação empática e assertiva.
  • O gestor precisa mostrar os desafios que o colaborador está conseguindo superar neste momento, ressaltando suas capacidades, os pontos fortes e as atividades o bem desenvolvidas pelo colaborador. Assim, mesmo em outro ambiente, ele se sentirá engajado para alcançar os objetivos da empresa.
  • É necessário nomear o que precisa ser melhorado no desempenho do colaborador. Algumas ações, neste momento, merecem consideração: pergunte ao colaborador o que acontece que ele não está “performando” como combinado. Investigue se está relacionado ao home office, à crise, a questões relacionadas ao ambiente atual de pandemia, ou se é realmente uma questão de baixo desempenho, não empenho, não execução.
  • Investigado isto. Enderece cada questão que surgir. O colaborador deve ser escutado com atenção plena. Em trabalho remoto, home office, a escuta dispersa não irá engajar o colaborador. 
  • Se o problema for de baixo desempenho, oriente o colaborador como fazer, traga sugestões de forma clara e faça perguntas de como ele/a irá implementar. A bronca já não é a melhor forma de feedback e à distância perde ainda mais sua eficácia. O medo de perder o emprego se impõe ao feedback, então o líder tem que cuidar para não se enganar de que a bronca funcionou.
  • Comportamentos e desempenho negativos podem ser revertidos por meio do feedback quando o gestor demonstra abertura para escutar o colaborador e entender suas dores. 
  • Ao final do feedback, o colaborador deve dizer o que ele fará para melhorar. Feedback não é sermão, muito menos à distância. Quanto mais o gestor perguntar e o colaborador se posicionar, mais engajado ele estará. 
  • Lembre-se: o feedback é uma ótima oportunidade, também, para mapear sobrecarga ou ociosidade, as necessidades de otimizar os processos, redistribuir as atividades ou contratar profissionais, mesmo que temporários, para atender a uma demanda emergencial. 

Fonte: Luca Andrade, da Avansare Consultoria.

A reflexão

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Fonte: CONASS – Conselho Nacional de Secretarias de Saúde

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