Esporte e entretenimento ligados pela tecnologia

por | 07/08/2020 | Arena de Ideias

A pandemia do coronavírus trouxe um novo paradigma para o esporte e o entretenimento. Entre as novidades estão o uso da tecnologia como meio para oferecer novas experiências ao consumidor.

O webinar Arena de Ideias, promovido pela In Press Oficina, discutiu esses impactos da pandemia da Covid-19 nas competições e nos negócios esportivos no Brasil e no mundo. Entre os afetados com as mudanças causadas pela pandemia está o Comitê Olímpico do Brasil (COB), que precisou se adaptar e alterar o cronograma de eventos visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021.

O debate contou com as participações da diretora de Comunicação e Marketing do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Manoela Penna; o vice-presidente de Relações Externas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista; o vice-presidente executivo do Grupo Dreamer, Duda Magalhães; e a sócia-diretora da In Press Oficina e especialista em gestão de crise, Patrícia Marins. A moderação foi da diretora de Relacionamento com o Poder Público da In Press Oficina, Fernanda Lambach.

Os jogos de 2021 serão mais significativos do que seriam esse ano

Manoela Penna explica que o Comitê Olímpico do Brasil (COB) preparava uma série de eventos especiais para revolucionar a relação do público com o time olímpico e aproximá-los dos atletas. O planejamento, no entanto, foi afetado pela maior crise de saúde mundial desta geração. 

“Nos últimos dois anos o COB vem revisitando as oportunidades de relacionamento com o público na área de marketing. Nós faríamos um evento em Brasília, que seria ao mesmo tempo a celebração do aniversário da capital e o marco de 100 dias para os jogos. Seria em 19 de abril deste ano e inspirado no que o Comitê Olímpico americano faz na Times Square. Durante os jogos a gente faria, em São Paulo, uma grande celebração das nossas medalhas, uma grande Fan Fest, e, pela primeira vez, traríamos medalhistas ao Brasil e apresentaria ao público”, contou.

Por outro lado, Manoela avalia que esse período de pandemia é uma oportunidade de ganhar tempo para aprimorar as ações de relacionamento com o público.

“É um aprendizado e uma construção. Com esse tempo ganhamos um ano para aprimorar e absorver esses aprendizados todos para implementar no ano que vem, quando os jogos forem realizados. Os Jogos Olímpicos de 2021 serão mais significativos do que seriam esse ano. Vai ser uma vitória sobre a pandemia, uma celebração da humanidade”, destacou.

Comunicação e tecnologia

Para Luiz Eduardo Baptista, vice-presidente de Relações Externas do Flamengo, a pandemia do coronavírus apenas acelerou um movimento que estava latente e certamente irá revolucionar o modelo atual do esporte e entretenimento.

“A tecnologia vai ser o meio e vai aproximar o mundo inteiro. Quem está na China pode ver um espetáculo brasileiro no seu celular. É uma revolução que não tem retorno. A pandemia foi um acelerador do que já estava aí. É uma mudança na dinâmica de vida, nos modelos de negócios e nas experiências”, disse Bap.

O dirigente afirmou que o Flamengo também não passou ileso pela pandemia. “Nós todos fomos afetados e tivemos que mudar a dinâmica. E não acho que o futebol seja diferente. Envolve muita paixão e foi afetado pela presença física e pela dinâmica que a gente assistia. A gente via futebol a cada 48 a 72 horas. A pandemia, de alguma maneira, veio para colocar as coisas nos seus devidos lugares”.


Novas tendências na área de comunicação, esporte e entretenimento

A sócia-diretora da In Press Oficina e especialista em gestão de crise, Patrícia Marins, avalia que o momento exige uma nova mentalidade para aproximar as pessoas, mesmo que distante fisicamente.

“O papel da comunicação é muito importante para gerar expectativa. O esporte e entretenimento é uma grande celebração. O que fazer nesse momento é gerar expectativa. O coronavírus tirou tendências na área de comunicação, esporte e entretenimento. A gente percebe que a Covid-19 trouxe ferramentas, criou possibilidades, via tecnologia, que me permitam ter o mesmo tipo de celebração com as pessoas”, disse.

O vice-presidente executivo do Grupo Dreamer, Duda Magalhães, deu um exemplo prático dessa nova realidade do esporte e entretenimento pós-pandemia: a Maratona 2020 do Rio de Janeiro será digital.

“A tecnologia tem que ser o meio e não o fim. A Maratona do Rio seria em junho, mas a pandemia chegou em março e já tínhamos 22 mil corredores inscritos. Empurramos para outubro para ter tempo de entender e há duas semanas tivemos que cancelar para 2021. Fomos buscar uma plataforma francesa de corrida virtual, Running Heroes. Com essa plataforma virtual vamos colocar desafio semanais para movimentar essa comunidade, as pessoas vão compartilhar suas performances e eu tenho uma régua de funcionamento o ano inteiro”.

Para o vice-presidente do Flamengo, a pandemia vai deixar uma lição importante para o modelo atual de esporte e entretenimento no país. “O Brasil precisa escolher se ele quer ser o protagonista das mudanças ou coadjuvante. Protagonista é melhor, porque você tem a chance de escrever o seu futuro. Quando você é coadjuvante, é como tronco de árvore em enchente e vai sendo levado pela água”.

Arena de Ideias | Sportainment: o futuro do entretenimento esportivo. Assista na íntegra: 

 

O Webinar Arena de Ideias da In Press Oficina acontece toda quinta-feira no nosso canal do YouTube.

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