Greve dos entregadores teve como efeito colateral reacender ímpeto regulatório

por | 30/06/2020 | Impressões

Foto:  Tiago Queiroz

Com o isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus, o comércio precisou recorrer aos serviços de entrega para continuar operando. Com isso, o aumento de pedidos chegaram a subir 77%, segundo estudo da Corebiz. No entanto, se por um lado plataformas como iFood, Rappi, Uber Eats e Loggi passaram a ser cada vez mais demandadas, a situação escancarou a insatisfação de motoboys e entregadores com os aplicativos.

A categoria convocou para amanhã (1/7) um boicote às plataformas de delivery, como iFood, Rappi, Uber Eats e Loggi. O movimento, que vem sendo tratado como uma greve mesmo sem vínculo empregatício formal entre entregadores e as empresas, começou em São Paulo, com a força do Sindicato dos Motoboys de São Paulo e Região (SindimotoSP), o principal do país. Porém, com lideranças difusas e apoio de políticos e influenciadores, ganhou caráter nacional.

O debate chegou às redes e aos decisores políticos. Desde o início da pandemia, ao menos 19 projetos de lei foram apresentados na Câmara dos Deputados buscando resguardar direitos trabalhistas aos entregadores. A discussão também vem ganhando força pelo Brasil, permeando as Câmaras Municipais. Com isso, fica evidente um novo ímpeto regulatório sobre aplicativos de entrega, que poderá reacender questionamentos quanto à existência de vínculo empregatício entre plataformas e entregadores, ou mesmo respingar em outros aplicativos.

Principais lideranças

Gilberto Almeida dos Santos

Gilberto Almeida dos Santos, conhecido como Gil dos Motoys, é presidente licenciado do SindimotoSP e da Federação Brasileira dos Motociclistas Profissionais (Febramoto). À frente do SindimotoSP há mais de uma década, vem liderando manifestações contra os aplicativos desde 201

Gerson Cunha

Vice-presidente do SindimotoSP, assumiu interinamente a presidência do sindicato. Com isso, tem sido um dos principais porta-vozes do boicote aos aplicativos. Braço-direito do presidente licenciado, Gerson Cunha já passou por diversas diretorias da entidade e já era figura constante nas audiências e reuniões ao lado de Gil. 

Paulo Lima

Paulo Lima, o “Galo”, é a principal liderança a emergir fora do âmbito sindical. Sem histórico de atuação pelo setor, Lima se consolidou como liderança após vídeos que criticavam os aplicativos. É criador do grupo Entregadores Antifascistas, formado junto à onda de manifestações antirracistas que eclodiram no início de junho.

Principais reivindicações

  • Aumento do valor pago por km
  • Aumento no valor mínimo de entrega
  • Fim dos bloqueios impostos por aplicativos a entregadores e motoboys que participam de protestos e movimentos
  • Fim da pontuação e restrição de local pela Rappi
  • Seguro contra roubos e acidentes
  • Auxílio-pandemia, com distribuição de EPIs e licença remunerada em caso de doença

Demissão amplia crise no Ministério da Educação

Foto: O Globo

Antes mesmo de tomar posse, o agora ex-ministro da Educação Carlos Alberto Decotelli pediu demissão do cargo. Desde que foi nomeado, questionamentos quanto às inconsistências no currículo de Decotteli foram minando sua permanência. A nota da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que negou que o ex-ministro tenha sido professor da instituição, foi a gota d’água. “A estrutura pela qual a destruição da continuidade veio pelo fato fake de a FGV divulgar que eu nunca fui professor da FGV. Então esta informação, divulgada pela FGV, fez com que o presidente (Jair Bolsonaro) me chamasse e dissesse que, se até a FGV, onde o senhor trabalha há 40 anos ministrando cursos, vários alunos têm seu nome impresso nos certificados, e está negando que o senhor é professor da FGV, então é impossível o governo continuar sendo questionado das inconsistências em seu currículo, o que portanto tornou inviável minha permanência”, afirmou, em entrevista à CNN Brasil.

Cotados para o cargo

Anderson Ribeiro Correa

Atual reitor do Instituto de Tecnologia de Aeronáutica (ITA), Anderson Ribeiro Correa é mestre em engenharia de infraestrutura aeronáutica pela instituição e considerado o mais cotado para assumir o Ministério da Educação. É a segunda passagem de Anderson pelo cargo, que havia deixado a reitoria da instituição para assumir a presidência Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), retornando no fim de 2019. Foi ainda superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo.

133

Gilberto Garcia

Mais conservador e com estudos ligados à religião, o nome de Gilberto Garcia passou a circular como um dos possíveis nomeados. Garcia é doutor em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi reitor da Universidade Católica de Brasília (UCB). Foi ainda reitor do Centro Universitário Franciscano do Paraná, da Universidade São Francisco (SP) e presidiu o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) e a Associação Brasileira de Universidades Comunitárias (ABRUC). Durante o governo Dilma, foi presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE). Garcia é ligado a Antonio Veronezi, um dos sócios da Universidade Santos Amaro, que, por sua vez, tem ligações com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e com o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub.

A reflexão

Hashtags do dia

Números do dia

Fonte: CONASS

Você conta com os times de Public Affairs e Comunicação Digital em Brasília. Somos especializados em:

  • monitoramento de redes sociais
  • business intelligence
  • treinamento de porta-vozes
  • mapeamento de stakeholders
  • monitoramento do ambiente de poder
  • pesquisas junto ao Executivo e Legislativo
  • estratégias de Public Affairs
  • advocacy
  • soluções LGPD
  • comunicação estratégica
  • conteúdo para redes sociais
  • comunicação digital