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Impressões sobre as eleições municipais

por | 30/11/2020 | Impressões

Foto: Reprodução | Veja SP

A realização do segundo turno das eleições municipais no último domingo (30/11) praticamente conclui o ciclo eleitoral desse ano. Mesmo pendentes as eleições nos municípios amapaenses, adiadas para 6 e 20 de dezembro devido ao apagão de 22 dias que atingiu todo o estado, as forças políticas se direcionam para a construção de um novo ciclo, a ser concluído em 2022.

Ainda é cedo para medir o impacto dos resultados das escolhas realizadas nos últimos dias 15 e 30 de novembro, mas já podemos trazer algumas Impressões:

Crescimento das minorias é tímido e concentrado no Legislativo

Das 25 capitais que elegeram seus representantes à prefeitura, apenas Palmas (TO) escolheu uma mulher. Cinthia Ribeiro, que foi vice do antecessor Carlos Amastha (PSB), se junta às outras 657 mulheres eleitas prefeitas no Brasil. O número representa pouco mais de 10% dos eleitos ao cargo, mantendo o nível das últimas eleições.

O número de prefeitos negros também evoluiu pouco. Em 2016, os candidatos eleitos às cheias de estado municipais que se autodeclaravam negros ou pardos correspondiam a 29%. Esse ano, a marca superou por pouco a marca dos 30%.

No legislativo, mulheres passaram a ocupar 16% das Câmaras Municipais, um aumento de 4% em relação ao pleito anterior. Além disso, mesmo com o número de candidaturas negras tendo atingido a marca dos 40% do total de candidaturas, apenas 6% dos vereadores eleitos se autodeclaram negros ou pardos.

Reorganização de forças no centro 

Se as eleições municipais servem para observar como as forças políticas estão se realocando, os resultados em 2020 apontam para uma tendência que já vem sendo observada no Congresso Nacional. Os partidos de centro e que integram ou integraram o bloco do Centrão vivem um momento de reorganização de forças.

MDB e PSDB perderam, respectivamente, 24% e 30% das prefeituras em relação a 2016. Apesar da perda expressiva, os tucanos ainda mantiveram o controle de 18 das cidades que entregam o G96 — ou seja, as 96 cidades com mais de 200 mil eleitores.

Enquanto isso, PP e o PSD cresceram cada um 38% e 22%. Já o DEM, partido dos presidentes da Câmara e do Senado, ganhou quase 75% mais prefeituras que no pleito anterior.

Um novo caminho à esquerda

Pela primeira vez desde a redemocratização, o PT não elegeu nenhum prefeito nas capitais. O partido retomou localidades-chave, como o ABC paulista, mas perdeu 71 prefeituras em relação ao último pleito, o equivalente a 28%.

Na principal cidade do país, foi visto o crescimento de um candidato alheio aos esforços petistas. Guilherme Boulos (PSOL) foi derrotado nas eleições à prefeitura de São Paulo, mas teve resultado expressivo e muito além do esperado inicialmente. Ainda que no fim tenha angariado o apoio de nomes do PT, Boulos conseguiu o que conseguiu por ser Boulos, não pelo apoio petista. Assim, indica novos caminhos a serem seguidos por partidos de esquerda em 2022.

O retorno à Brasília e reaquecimento do Congresso

Foto: Câmara dos Deputados

O fim do processo eleitoral também deve significar o reaquecimento das atividades do Congresso Nacional. Com o pleito municipal, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal observaram reduções significativas do ritmo. As deliberações foram reduzidas a zero e as discussões ficaram restritas a pautas não prioritárias.

Agora, é esperado o retorno dos parlamentares às Casas. A priori, esse retorno se dará de forma remota, mas a discussão quanto à retomada das atividades presenciais deverá ganhar força. Além disso, lideranças e o governo federal irão intensificar articulações para definir as prioridades para o restante do ano e destravar as pautas. Prioridades do governo, como o BR do Mar e a autonomia do Banco Central, serão colocadas como contraponto às prioridades do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ).

Soma-se a isso as discussões sobre a possibilidade de reeleição de Maia e Davi Alcolumbre (DEM/AP) às presidências da Câmara e do Senado. A questão retornou de vez à agenda política e, além do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), agendado para a próxima sexta-feira (4/11), também integrará a mesa de negociações.

A reflexão

Arte: In Press Oficina

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