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Jogos Olímpicos movimentam proposições no Congresso Nacional

por | 13/08/2021 | Notícias

Sem apoio, brasileiro Darlan Romani fica em quarto lugar no arremesso de peso depois de se preparar para as Olimpíadas no quintal de casa

Após a melhor participação brasileira na história dos Jogos Olímpicos, um tema recorrente cai na boca do povo: diante de tantas histórias de superação, qual é o papel do Estado na formação dos atletas brasileiros? No Brasil, os incentivos são compostos basicamente por três programas: a Lei das Loterias, a Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte, que tem gestão estadual.

No entanto, o sucesso dos nossos atletas ainda é condicionado a patrocínios de grandes marcas, o que muitas vezes só vem após o sucesso nas competições.

A empresa representante do medalhista olímpico da natação, Fernando Scheffer, publicou um desabafo no qual afirma que várias marcas ignoraram os contatos por patrocínio alegando as poucas chances de medalha do atleta, que ficou em 4º lugar na final dos 50 metros nas Olimpíadas do Rio.

Respostas do Congresso

O fortalecimento do esporte brasileiro depende de “ene” fatores, como uma maior cobertura da mídia, melhor gestão de carreira por parte dos atletas e políticas públicas sólidas para além dos fracos incentivos financeiros. Nesse sentido, a agenda aberta pela Olimpíada de Tóquio é um momento ímpar para que parlamentares pautem políticas.

Sete projetos relacionados ao tema foram apresentados no Congresso no último mês. Nenhum com mudanças estruturais.

  • Dois deles (PL 2741/2021 e PL 2615/2021), motivados pela medalhista olímpica de 13 anos, Rayssa Leal, pretendem ampliar o piso da faixa etária do “Bolsa Atleta”, atualmente fixado em 14 anos.
  • Outros dois (PL 2730/2021 e PL 2677/2021) instituem a obrigatoriedade do apoio psicológico para atletas. O tema ganhou destaque após as dificuldades reveladas pela atleta Simone Biles, fenômeno da ginástica.
  • Vagas nas universidades públicas federais para medalhistas olímpicos também estão na pauta do deputado Diego Andrade (PSD/MG). Os críticos querem incluir atletas que não receberam medalhas. Já Guiga Peixoto (PSL/SP) propôs a Semana da Educação Paralímpica, passo importante para a valorização do tema.

Esses últimos merecem destaque por vincular o esporte à educação, receita de sucesso nos demais países, porém, sem ainda levantar discussão sobre mudanças estruturais no fortalecimento do esporte nacional.

Crédito foto: Rodolfo Vilela/rededoesporte