Logística funcionando = comida na mesa

por | 10/09/2020 | Impressões

Foto: In Press Oficina

Inspirada na Grécia antiga, onde as leis que regiam a sociedade eram provenientes dos debates entre cidadãos em praça pública, a 23° edição da Arena de Ideias, webinar da In Press Oficina, colocou no centro do debate um tema que está afetando todos os cidadãos: o alimento.

Ao contrário de países da Europa e dos Estados Unidos, que sofreram com o desabastecimento de alimentos durante a pandemia, o Brasil passou ileso. Para a presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Grazielle Parenti, isso é fruto de um trabalho integrado entre todos os personagens da cadeia de alimentos, desde os produtores, até os órgãos federais.

“Não faltou alimento não é só porque a indústria trabalhou bem, mas porque a rede funcionou. De transporte, de inspeção federal, todo esse emaranhado de grupos que são necessários para que isso aconteça”, afirmou Grazielle, durante o webinar sobre Competitividade – o alimento movimenta o Brasil.

No entanto, o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), avalia que o país ainda corre riscos de sofrer desabastecimento. “Nós passamos toda a pandemia com absoluta segurança alimentar, não continuará assim. Nosso portfólio de produtos é composto por oito ou nove itens, mas quase 86% das exportações é de carne e grãos”, disse Moreira.

Apesar de todas as dificuldades, Patrícia Marins ressalta que o agronegócio e o setor de alimentos como um todo estão sendo fundamentais para segurar a economia. “Num momento em que temos muitas áreas que apresentam um desemprego sem precedentes, esse setor é um dos que está conseguindo desenvolver a nossa economia”.

Logística reduz a competividade

O diretor–presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murilo Barbosa, por sua vez, mostrou-se preocupado com a não-prorrogação do Reporto – regime de tributação que isenta impostos dos terminais portuários. “A tributação que o segmento portuário tem é muito alta. E nós convivemos há alguns anos com uma isenção tributária, que é o Reporto. Mas, infelizmente, ela tem que ser renovada periodicamente e está em vias de terminar”, lamentou.

Para o presidente do Comitê de Contratos Externos da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Marcos Amorim, o país avançou em tecnologia, principalmente com a implantação do portal único, que agilizou as exportações. Porém, ele avalia que é necessário desenvolver a logística de exportação.

Assista na íntegra: Arena de Ideias | Competitividade – o alimento movimenta o Brasil. https://bit.ly/3bKmS13

Congresso deve iniciar debate sobre Marco Regulatório do Crédito

Foto: Reprodução Facebook Alceu Moreira

Em 2020, a disponibilização de crédito aos diferentes setores da sociedade foi prioridade para o governo e para o Congresso Nacional. Ao longo do ano, Executivo e Legislativo fizeram dobradinhas para iniciar e aprovar projetos que instituíram medidas como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac).

No entanto, o custo do crédito no Brasil ainda preocupa e deverá ser alvo de debates intensos no segundo semestre. Durante a Arena de Ideias de hoje (10/9), o deputado Alceu Moreira (MDB/RS), presidente da FPA, afirmou que a frente vem conduzindo debates com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Banco Central e Ministério da Economia para reorganizar o crédito brasileiro.

A intenção, segundo o deputado, é criar um novo Marco Regulatório do Crédito. “Nós queremos reduzir (o custo do) crédito em pelo menos seis pontos percentuais para tornar o Brasil mais competitivo”, afirmou Moreira. A FPA deve apresentar os resultados das discussões no dia 18 deste mês para, então, construir uma proposta.

O que esperar da Suprema Corte de Fux ?

Foto: Arquivo do STF

Juiz desde o início da década de 1980, Luiz Fux buscou se manter nas boas graças de diferentes e aparentemente antagônicos grupos políticos. Ele chegou ao Supremo Tribunal Federal em 2011, após três tentativas, graças a uma intensa campanha nos bastidores em diferentes eixos. Angariou apoio de atores como o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), João Pedro Stedile, líder dos Trabalhadores Sem Terra Movimento (MST) e ex-lideres do Partido dos Trabalhadores, como José Dirceu e Cândido Vaccarezza.

O novo presidente assume o cargo em um momento em que a reputação do judiciário passa por reavaliação de parte da sociedade. Aqueles que acreditam que os ministros do STF realizam um trabalho ruim ou péssimo chegou aos 29% na última pesquisa Datafolha, realizada em agosto.

A crise de imagem da Suprema Corte é alimentada pela percepção da adoção de um papel político, e recentemente, por conta dos confrontos com Poder Executivo, como o episódio do dia 15 de março, quando lideranças políticas apoiaram movimentos a favor do fechamento do STF.

Nos últimos anos, Fux se tornou um dos mais ferrenhos aliados da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ao ponto em que promotores declararam em trocas de mensagens vazadas, reveladas pelo The Intercept, que “no Fux nós confiamos”.

Pautas polêmicas

Fux assume o comando do STF com muitas de suas prerrogativas como presidente da Corte, como o poder de definir a agenda. Porém, em razão da pandemia, todas as atividades presenciais estão suspensas, o que limita as atividades dos ministros ao “tribunal digital”.

Neste caso, o presidente do STF só poderá controlar a agenda dos casos mais importantes, reservados para julgamentos presenciais em meio a uma extensa pauta a espera da análise dos ministros, incluindo temas como fake news, pautas de costumes e Lava Jato.

Oportunidade pode nascer a partir da crise

Foto: Nerd Break

O filme “Fome de Poder” ou “The Founder” em inglês narra a trajetória do Mc Donalds, desde o seu início como uma pequena lanchonete em San Bernardino, Califórnia, até tornar-se um poderoso símbolo cultural e uma das maiores cadeias de restaurantes fast-food do mundo.

A história nos mostra que tempos de crise podem ser molas propulsoras de oportunidades, como o que ocorreu em 1929, quando bolsa de valores e todo o sistema financeiro entram em colapso, afetando a economia mundial.  

A dificuldade e escassez contribuíram para romper barreiras culturais e burocráticas. Mas não basta ter boas ideias, é preciso executá-las de forma estratégica.

A Reflexão

Arte: In Press Oficina

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Arte: In Press Oficina | Fonte: Conass

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