Mapeamento de stakeholders e estratégia de Relações Institucionais e Governamentais

por | 19/06/2020 | Impressões

Fonte: Adobe Stock

A paisagem humana em Brasília continua mudando. Novos nomes assumiram cargos no Ministério da Saúde, outros ainda estão para chegar. Com a saída de Abraham Weintraub da Educação, há notícias de que mais um aliado do escritor Olavo de Carvalho deve assumir a cadeira. O martelo, entretanto, não foi batido. Alguns partidos do Centrão pleiteiam a pasta. A constituição do Ministério das Comunicações também faz com que borbulhem expectativas de nomeação.

Neste cenário, sai na frente a organização que conseguir fazer a leitura precisa do momento e entender quem é quem no tabuleiro de xadrez. É aí que entra o trabalho de Relações Institucionais e Governamentais com a gestão de stakeholders.

O objetivo é identificar os diferentes públicos envolvidos ou afetados por um projeto, analisar suas expectativas e interesses no contexto. A gestão de stakeholders pretende antecipar expectativas para que sejam nutridos relacionamentos de forma qualificada. Apoia a condução de causas complexas cuja solução depende de influenciar setores específicos da sociedade e agentes públicos.

É útil ao antecipar ações e posicionamento dos stakeholders quanto à causa do cliente. Também é fundamental para identificar conflitos, priorizar demandas, preservar o projeto e contribuir para o seu sucesso.

Metodologia desenvolvida pela In Press Oficina pressupõe, entre outros passos, a apuração rigorosa de informações; classificação de stakeholders por meio de matriz de força e influência, com atualizações permanentes; categorização dos públicos; construção de narrativas, repertórios, discursos para cada grupo de protagonistas e influenciadores. 

O Mapa do Poder da In Press Oficina está referenciado na matriz Força x Interesse, desenvolvida pelos professores britânicos Fran Ackermann e Colin Eden, da University of Strathclyde. Também são usados critérios de classificação de stakeholders recomendados pelo Banco Mundial em projetos de reformas institucionais dos países.

Entender a postura de apoiadores do governo depois da prisão de Queiroz ajudará a projetar cenários futuros

Foto: Reuters

A imagem de Fabrício Queiroz, de camiseta vermelha, óculos escuros, sentado em postura de prostração, colchão azul encostado na parede, ao ser preso na casa do advogado Frederick Wassef, próximo da família Bolsonaro, fala muito. Até agora, ele não falou quase nada.

Para alguns cientistas políticos, como André César, da Hold Consultoria, a prisão do ex-assessor é um divisor de água na política brasileira, maior do que a saída do ministro Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Nacional. 

Há dois dias a imprensa está focada na prisão do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Fabrício Queiroz é um arquivo de informações, visto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como uma chave importante para desvendar o esquema das rachadinhas e talvez outras investigações. 

Apoiadores do presidente passaram o dia estudando como reagir. Para entender como as forças políticas vão se mover é importante ficar de olho em alguns grupos de aliados do governo. São eles:

1. O Centrão, a depender da evolução das investigações, pode acabar se afastando do governo. Assim, como alerta o analista André César, o custo político desse apoio subirá de maneira exponencial. Isso, logo agora que o governo cedeu cargos estratégicos para os partidos do Centro como o PL, de Valdemar Costa Neto; e o Progressistas de Arthur Lira.

2. A ala militar do Planalto, que terá de se posicionar, mesmo que internamente. Hoje, houve notícias de que os generais cogitaram a criação de um ministério de notáveis para melhorar a imagem presidencial, nos mesmo moldes do acontecido em 1992, quando Collor já enfrentava sérias denúncias de corrupção que acabaram por levar à abertura do processo de impeachment e à sua consequente renúncia.

3. Opinião pública.  Como a sociedade vai reagir? A rejeição ao governo tende a aumentar?

Sinais de retomada

Fonte: Adobe Stock

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ) e do Senado Federal (DEM/AP) já começam a abrir as pautas deliberativas para propostas sem correlação direta ao enfrentamento à Covid-19. Isso indica que há vontade de retorno das discussões sobre as demais agendas do Congresso Nacional, porém, ainda em ambiente virtual.

No Senado Federal, a promessa é a de que o Marco Legal do Saneamento Básico, pauta antiga dentro do Poder Legislativo, volte a tramitar com velocidade, após ganhar fôlego por conta das iniciativas para impulsionar novos investimentos e ajudar na retomada econômica do país no pós-pandemia.

Lideranças do PSB, PSD e PT, no entanto, defenderam que a votação da matéria ocorra apenas após o retorno das atividades presenciais no plenário para que haja diálogo mais aberto sobre o tema que pode envolver a privatização de estatais do setor.

Retomada das atividades em diferentes frentes
O Poder Executivo também vem se preparando para retorno aos trabalhos presenciais. Portarias dos ministérios da Saúde e Economia foram publicadas no Diário Oficial de hoje (19/6), como forma de orientar as autoridades locais sobre as “ações para a retomada segura das atividades e o convívio social seguro”.

A norma, editada pela secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia — sobre medidas a serem adotadas nos ambientes de trabalho — define que não deve ser exigida testagem laboratorial para a Covid-19 em trabalhadores como condição para retomada das atividades do setor. Porém, apresenta condutas básicas em relação ao distanciamento social, higienização, entre outras recomendações.

A reflexão

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Fonte: CONASS

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