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Na democracia digital, anote aí, a opinião pública pressiona como nunca

por | 12/05/2020 | Impressões

Imagem: Reprodução Instagram

Na última terça-feira (5/5), o deputado Felipe Carreras (PSB/PE) foi cobrado ao vivo pela cantora Anitta para que retirasse uma emenda à Medida Provisória 948/20, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. O lobby feito pela artista em pleno Instagram é um sinal de novos tempos, que exigem criatividade na hora de se relacionar com o poder público.

Esta semana, artistas novamente se mobilizaram por uma causa política. Anitta, mais uma vez, Bruno Gagliasso e até Gisele Bündchen fizeram manifestações contra a Medida Provisória 910/19, que trata da regularização fundiária em terras da União. A medida é chamada por ambientalistas de “MP da Grilagem” e, com apoio da bancada ruralista, foi pautada hoje (12/5) no Plenário da Câmara dos Deputados.

A pressão parece ter funcionado e a proposta não foi deliberada, perdendo a validade na próxima terça-feira (19/5). De acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), o tema pode até voltar à pauta na próxima semana, mas na forma de um projeto de lei baseado no parecer do relator, deputado Zé Silva (Solidariedade/MG).

Vale anotar: em tempos de isolamento social e decisões à distância, a opinião pública tem um poder ainda mais mobilizador. Assim, estratégias digitais de public affairs devem ter papel central em qualquer estratégia de relacionamento com tomadores de decisão e formuladores de políticas públicas.

Base de apoio de Bolsonaro não foi abalada

Foto: Francisco Aragão

Em meio à pandemia de covid-19, o presidente Jair Bolsonaro vive possivelmente o momento mais conturbado do mandato. O cenário foi agravado pelo inquérito aberto após as declarações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de que Bolsonaro teria intenções de mexer na Polícia Federal para interferir em investigações que envolviam a família. À medida que vídeos são exibidos e depoimentos são colhidos, a situação parece piorar e a pressão sobre o governo aumenta.

No entanto, a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte com o Instituto MDA divulgada hoje (12/5) indica que, apesar do crescimento da rejeição ao presidente, a base de apoio de Bolsonaro segue estável. Pela pesquisa, 43% dos entrevistados têm avaliações negativas sobre o governo, um crescimento 12 pontos percentuais. No entanto, 32% têm avaliações positivas, uma queda de 3%, pouco abaixo da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Os dados se alinham com outras pesquisas, como as divulgadas pela Datafolha em dezembro de 2019, onde Bolsonaro aparecia com 30% de aprovação, e abril de 2020, onde a condução da crise pelo presidente era aprovada por 33% dos entrevistados.

Não se observam, portanto, grandes variações nos níveis de aprovação do presidente. Por outro lado, a pesquisa CNT/MDA indica um crescimento dos extremos. Os grupos que mais cresceram foram os que consideram o governo ótimo, com quase 5% a mais, ou péssimo, com elevação de 11 pontos percentuais. Assim, fica evidenciada uma crescente polarização.

Fonte: CNT/MDA

Ok, Google. Já posso sair de casa?

Fonte: Google Trends

Frente ao declínio nos índices de isolamento em todo o país, a Câmara dos Deputados tomou a iniciativa de votar projeto de lei que obriga o uso de máscaras de proteção em locais públicos, prevendo pena, multa e ainda o uso das forças de segurança públicas, quando for necessário.

O texto a ser votado pelo Plenário da Câmara esta semana, segundo o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), congrega outros 11 projetos de lei. O conteúdo do projeto vai ao encontro às determinações já impostas pelos governadores do Distrito Federal e São Paulo.

O tema também abre espaço para discussão sobre os direitos dos entregadores de aplicativos durante o estado de calamidade pública. Tramitam na Casa diversas proposições determinando que as empresas de serviços de entregas em domicílio forneçam aos colaboradores equipamentos de proteção individual, incluindo máscaras de proteção.

Isolamento: sim ou não
Enquanto não há definição sobre a questão, as buscas no Google sobre “fim do isolamento social” seguem entre as principais, conforme dados do Trends, ferramenta que monitora as pesquisas na plataforma. O maior pico de buscas foi registrado em 21 de março, seguido de picos em 25 de abril e 5 de maio.

A tendência é a de que pesquisas como essas diminuam quando houver um calendário oficial, baseado em dados científicos, e que permita aos brasileiros ter segurança sobre a possibilidade de relaxamento. 

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Fonte: Ministério da Saúde

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