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Negros são maioria, mas não ocupam cargos altos

por | 21/10/2020 | Impressões

Foto: Nappy

Negros e negras somam maioria entre a população e também nas universidades brasileiras. Ainda assim, enfrentam dificuldades de acesso a oportunidades no mercado de trabalho e são alvos do estereótipo racial de ausência de conhecimento técnico para ocupar cargos de liderança.

Tal visão vai na contramão da realidade. No Brasil, há um grande volume de pessoas negras com nível superior, bilíngues e capacitadas, para além das hard skills, que estão fora desse mercado ou em subempregos.

A discrepância aponta um dos indícios do racismo estrutural, definido pelo filósofo e escritor Silvio Almeida, como um comportamento sistematizado, multidimensional e não individualizado. E se materializa na visualização quantitativa da sub-representação nas empresas e instituições.

 A mesma perspectiva se reproduz quando o foco da análise é a ascensão de pessoas autodeclaradas negras/pardas e rendimentos/remuneração nos cargos de tomadas de decisões. Resultado: ou a possibilidade é inexistente e o distanciamento de remuneração é um abismo ou o tempo necessário para alcançar esses espaços é consideravelmente maior do que em relação ao caminho profissional de pessoas brancas.

O olhar propositivo para pautas de inclusão racial e de diversidade deve ser sempre o caminho para se tecer esforços. Quando o debate permanece em linhas superficiais encontramos um limbo entre como fazer e o executado. Para isso o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal (MPT/DF) articulou em 2018 a construção de documento denominado “Pacto pela Inclusão Racial no Mercado de Trabalho do Distrito Federal” que traz diretrizes de implementação de profissionais negros nas empresas.

Grupo In Press investe em diversidade racial

Arte: Grupo In Press

Com o intuito de construir uma empresa mais diversa e inclusiva, o Grupo In Press selou, em fevereiro, uma parceria de um ano com o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) e uma série de ações previstas no projeto já foram realizadas. Entre elas, duas palestras de sensibilização exclusivas para os colaboradores (ABC da Raça), um media training para capacitar a alta liderança da empresa e o Censo de Diversidade.

O censo coletará informações necessárias para traçar as metas de inclusão e desenhar o plano de ação do Grupo In Press. “Vale ressaltar que o nosso censo vai mensurar como estamos não apenas em relação à raça, mas também em relação a gênero, orientação sexual, faixa etária e pessoas com deficiência”, explica Sheila Farah, diretora-executiva de Integração do Grupo In Press e líder da iniciativa de diversidade.

A adesão ao censo alcançou 76% dos colaboradores, um número bastante expressivo, considerando ser a primeira vez que se faz esse tipo de estudo no Grupo. O ID_BR está finalizando o processo de compilação das informações coletadas e os resultados devem ser conhecidos em novembro.

Além disso, semanalmente, são produzidos conteúdos para informar, sensibilizar e engajar os colaboradores do grupo. O acordo inclui ainda uma equipe de PR que faz o atendimento ao ID_BR. Ao todo, já somam mais de 900 horas do time dedicadas à divulgação da pauta racial, interna e externamente.

A dor e a indignação de Neguinho da Beija-Flor

Foto: O Globo

A dor dilacerante do sambista Neguinho da Beija-Flor é mais um capítulo do racismo estrutural no Brasil. Ganhou espaço na mídia e repete a história vivida por inúmeras pessoas, não famosas como o sambista, que sofrem discriminação cotidiana simplesmente por terem nascido negras.

O neto Gabriel morreu baleado, quando passava perto de local onde policiais militares e bandidos trocavam tiros. O crime foi justificado de forma banal: “Seu neto estava no lugar errado, na hora errada”. Além dele, outros três foram atingidos e perderam a vida no tiroteio.

A perda do neto reacendeu nele a vontade de sair do Brasil, em busca de lugar seguro para criar a filha de 12 anos. Reportagem de O Globo relata que o sambista comparou a situação a abordagens policiais discriminatórias e baseadas na “lei da vadiagem”, que vivenciou na juventude em Nova Iguaçu. “Negros já nascem suspeitos. Em negro, atiram primeiro para depois saber quem é”, protestou Neguinho da Beija-Flor.

A reflexão

Arte: In Press Oficina

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Arte: In Press Oficina

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Arte: In Press Oficina | Fonte: Conass

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