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Paulo Guedes fala ao Senado e pavimenta a aprovação da proposta de socorro aos estados

por | 30/04/2020 | Impressões

Em audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o senador Confúcio Moura (MDB/TO) tentou acalmar ânimos e dar o tom da reunião, pedindo que os parlamentares focassem no propósito da comissão de acompanhamento das ações de combate ao coronavírus.

Guedes, porém, aproveitou canal no Senado para pedir a aprovação da proposta de socorro aos estados nos moldes combinado com o relator Davi Alcolumbre (DEM/AP). O presidente da Casa apresentou relatório prévio, a ser apreciado no sábado, incluindo dispositivo condicionando o empréstimo ao congelamento de gastos com pessoal.

Calçado na proposta que prevê até R$ 120 bilhões aos estados, o ministro buscou não rebater as investidas dos senadores da oposição, após ter sido cobrado em relação as declarações sobre funcionalismo público. 

Guedes demonstrou confiança na aprovação do projeto, diante das últimas articulações, mas poderá ser surpreendido. As declarações indicam que o economista quer retomar a chave do cofre. Ao ser questionado, disse que é possível que o Banco Central passe a emitir moeda se houver uma combinação de desemprego em massa, inflação perto de zero e juros em “colapso”. 

A visita, que se estendeu uma hora além do previsto, ameniza a relação com o Senado e ajuda a desarmar a bomba econômica construída na Câmara. Se o texto de Alcolumbre for aprovado, retorna para a Câmara que terá pelo menos duas opções. Ou aprova o texto do Senado, podendo ainda desidratá-lo. Ou altera o texto e o encaminha de volta para análise final dos senadores.

Invenções para enfrentar a Covid-19

Vacinas

  • Universidade de Oxford e AstraZeneca firmam acordo para acelerar produção de vacina contra Covid-19. Foi o que contou o Valor Econômico de hoje (30/04). Os pesquisadores esperam que os primeiros resultados dos estudos cheguem na metade de junho. Caso sejam positivos, serão produzidas 100 milhões de doses até o final do ano.
  • Já o Globo publicou que o governo de Donald Trump está organizando um esforço ao estilo do Projeto Manhattan, que produziu as primeiras bombas atômicas, durante a Segunda Guerra Mundial.  A “Operação Warp Speed” reunirá empresas farmacêuticas privadas, agências governamentais e militares para tentar reduzir o tempo de desenvolvimento de uma vacina em até oito meses. Meta: disponibilizar 300 milhões de doses da vacina até janeiro

Traje-conceito

  • Na semana em que o Pentágono divulgou vídeos de objetos voadores não identificados, a empresa Production Club divulgou seu traje-conceito à prova de vírus: o Micrashell. Segundo o site Olhar Digital, a vestimenta, que mais parece um traje espacial, foi criada para inspirar a volta de eventos esportivos, culturais, entre outros. Protege a parte superior do corpo e não pode ser cortada com facilidade. O capacete tem filtro de ar, visor e permite a alimentação. A novidade ainda é só uma inspiração para a indústria. Não foi testada ou aprovada.

Aplicativos

  • Em março, Olhar Digital contou sobre um aplicativo que registra seus dados de localização e os compartilha, de forma anônima e com sua permissão, com outros usuários e autoridades de saúde. Desenvolvido nos Estados Unidos, ele promete informar se você cruzou o caminho de alguém, infectado pelo novo coronavírus. Desde que você, é claro, também esteja disposto a compartilhar sua localização.
  • No Brasil, o Ministério da Saúde lançou o app Coronavírus-SUS com o objetivo de conscientizar a população sobre a Covid-19. Ele traz informações sobre sintomas, prevenção, o que fazer em caso de suspeita, e infecção; e mapa indicando unidades de saúde próximas Em caso de suspeita de infecção, o cidadão pode conferir se os sintomas são compatíveis com o do coronavírus. Caso seja, será instruído e encaminhado para a unidade de saúde básica mais próxima.
  • Segundo o G1, um aplicativo foi criado por um jovem baiano, que mora na Suiça, e outros cinco amigos, para ajudar hospitais e pacientes a monitorar a evolução do coronavírus em tempo real. A iniciativa foi premiada em um evento apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por países da União Europeia.

Pesquisa de pequenas empresas — Covid-19

As universidades de Yale, Oxford e Princeton estão desenvolvendo o International Small Business Study, projeto colaborativo para coletar informações sobre como a atual crise de saúde pública, causada pela Covid-19, está afetando as micro, pequenas e médias empresas. Os pesquisadores também querem entender como os pacotes de auxílio governamental podem ajudá-las.

Entre 1 de abril e 20 de abril, a Pesquisa de Pequenas Empresas Covid-19 coletou dados de mais de dois mil proprietários de pequenas empresas no Brasil. Assim, reuniu informações sobre o tamanho das empresas, demissões e perspectivas sobre o futuro.

Também foi possível analisar os conhecimentos que o público estudado tem sobre programas de auxílio governamental que possam ajudar suas empresas. Veja alguns dados importantes do Brasil nos gráficos a seguir.

As conclusões tiradas até agora estão em https://covid19sbs.org/survey-results-brazil

Arena de Ideias — hoje, uma aula de gestão de crise

O webinar Arena de Ideias reuniu, hoje, dois grandes nomes da gestão de crise no Brasil: o jornalista João Forni, e o diretor de Comunicação do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Henrique Soares. A sócia-diretora da In Press Oficina, Patrícia Marins, tratou da importância das ferramentas para a gestão de crise. Sobre o comitê de prevenção e gestão de crise, enfatizou que não precisa ser composto por um número grande de pessoas. A chave: ser formado por um time multidisciplinar.

“O Comitê de Crise é um ativo fundamental para uma análise de contexto diária e a definição de ações para minimizar impactos e tirar dúvidas dos colaboradores. Além de ampliar o diálogo com os funcionários, por meio de canais oficiais da empresa, essa comunicação interna deve ser feita pelo líder. Na crise, o líder desponta. A transparência nas informações é muito importante para garantir a confiança do stakeholder tanto nas ações de segurança e prevenção à saúde, quanto em relação à sustentabilidade do negócio”, ponderou.  

De acordo com Forni, que é autor do livro Gestão de Crises e Comunicação — O que Gestores e Profissionais de Comunicação Precisam Saber para Enfrentar Crises Corporativas, o primeiro passo das empresas na crise deve ser cuidar da saúde de todos os colaboradores envolvidos com sua atividade.

“É preciso, em primeiro lugar, cuidar das pessoas. Esta é uma crise focada na questão sanitária, mas com impactos na economia e política. Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo existe um conflito entre esses pilares. A comunicação atua como âncora desses três pilares. As empresas devem priorizar a preocupação com as pessoas, pois, quando a epidemia acabar, elas serão avaliadas pelo seu comportamento durante a crise, se foram solidárias, cidadãs”, disse Forni.

O diretor de comunicação do Ibram, Paulo Henrique Soares, foi questionado pela audiência se é possível uma empresa recuperar sua reputação durante a crise. Para ele, é possível desde que as organizações estejam atentas à estratégia de divulgações de suas ações e atuem de forma genuína. 

“É difícil identificar e diferenciar a oportunidade do oportunismo. Apenas divulgar uma ação de doação pode gerar uma nova crise. É preciso agir dentro de sua realidade de forma genuína. Resgatar a reputação não é apenas um processo de comunicação, é uma atitude. Com isso, é possível se recuperar e, ao mesmo tempo, contribuir para a sociedade.”

Segundo ele, a crise do Covid-19 representa momento de ruptura, como aconteceu com 11 de setembro e as Guerras Mundiais e vai modificar a postura da sociedade como um todo. 
“Tudo vai mudar após a pandemia, inclusive a postura de governos, empresas e da sociedade. É preciso entender o grande impacto da Covid-19 na vida de todos. Assim, todos os setores poderão sair transformados, mais unidos e solidários”, completa Soares. 

Hashtags do dia

Presidente Jair Bolsonaro foi pressionado pelas redes sociais a apresentar o resultado do teste de covid-19. A Advocacia-Geral da União disse que o teste deu negativo, mas a Justiça Federal de São Paulo determinou a divulgação dos laudos em até 48 horas, mantendo o tema ativo nas redes.

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