Termômetros para entender o cenário político

por | 08/06/2020 | Impressões

Foto: Agência Brasil

Resultados de pesquisas, enquetes, entrevistas, análises de cenário feitas pro acadêmicos e jornalistas experientes são ferramentas para entender o momento político nacional. Mas há termômetros importantes que merecem atenção no dia-a-dia. Citamos três aqui: povo na rua; movimentações no Congresso Nacional; mercado financeiro.

Povo na rua 
No fim de semana, houve manifestações contra e pró-governo em, pelo menos, 20 capitais brasileiras.  Em São Paulo, movimentos negros, contra fascismo, torcidas organizadas de quatro clubes de futebol e integrantes da Frente Povo sem Medo marcaram posição. Em Brasília, camelôs vendiam bandeiras do Brasil, camisas verde-amarelas e outras com a imagem do presidente estampada na frente. Ritmo de vendas de copa do mundo.

Congresso Nacional
No início desta semana mais curta, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ) criticou o Ministério da Saúde pelas mudanças feitas na divulgação dos dados sobre a Covid-19 no Brasil. Pelo Twitter, Maia afirmou que “brincar com a morte é perverso”. Segundo ele, é “urgente resgatar a credibilidade das estatísticas”.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (DEM/AP) afirmou que a Comissão Mista Especial de Acompanhamento do Coronavírus usará os dados levantados pelos estados e municípios. “É papel do parlamento buscar a transparência em um momento tão difícil para todos.”

CPI do Ministério da Saúde
O partido Cidadania chegou a sugerir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do Ministério da Saúde. Já o líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede/AP), no Senado informou que já tomou medidas judiciais para a divulgação completa dos balanços de infectados e mortos. “Já acionamos o Supremo Tribunal Federal (STF) e vamos representar em todos os lugares possíveis para que a verdade seja restabelecida. Não vamos permitir que esses covardes se escondam atrás da dor de milhares de família.”

Mercado financeiro
Outro termômetro fundamental é o movimento do mercado. Apesar de toda poeira levantada, investidores acordaram otimistas nesta segunda e acreditando em uma retomada mais rápida das atividades econômicas do que se esperava.

Segundo dados da Genial Investimentos:

  • Ibovespa: +3,17% (97.645) avançou mais de 3%, acima de 97 mil pontos, dando continuidade ao rali que já perdura por sete dias, na maior sequência de ganhos desde fevereiro de 2018. O catalisador é o otimismo externo com a reabertura das economias e recuperação econômica mais rápida que o previsto.
  •  Dólar Futuro: -2,43% (4.852) firmou queda à tarde e desaba mais de 2,5%, abaixo de R$ 4,83, no menor nível intradiário desde 13 de março, em meio ao apetite ao risco no exterior, que enfraquece a busca por segurança na moeda americana. 
  • Maiores altas do Ibovespa:

            – Azul (AZUL4) / R$ 27,35 / +29,25%
            – Gol (GOLL4) / R$ 23,99 / +28,28%
            – Embraer (EMBR3) / R$ 10,70 / +18,36%
            – CSN (CSNA3) / R$ 12,45 / +17,12%
            – CVC (CVCB3) / R$ 23,04 / +10,18%

Com semana morna em termos de deliberação, lideranças discutem adiamento das eleições

Fonte: TSE

Nesta segunda-feira (8/6) os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), reuniram-se com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Roberto Barroso para alinhar os termos do possível adiamento das eleições municipais de outubro.

Os parlamentares sugeriram que na próxima semana seja realizado um encontro com senadores e deputados para embasar a decisão final do Congresso Nacional sobre o assunto. O adiamento das eleições precisa ser aprovado pelos parlamentares por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), por essa razão é importante ter o consenso em ambas as Casas Legislativos.

Embora inicialmente resistente ao adiamento das eleições, o ministro Barroso transmitiu aos presidentes o entendimento de especialistas, que incluem médicos, epidemiologistas, infectologistas, sanitarista, além de um biólogo e de um físico especializado em estatísticas de pandemia, afirmando que endossa o adiamento “por algumas semanas”, de modo que as eleições ocorram entre novembro e dezembro. Manterá, assim, o tempo de mandatos municipais.

Há ainda, a possibilidade de extensão do período de votação nos dias da eleição para 12 horas e de promover campanhas para a votação em horários conforme a faixa etária dos eleitores. O impasse gira em torno das vantagens que alguns mandatários poderiam ter no caso de adiamento das eleições, os riscos de saúde para os eleitores, além da possibilidade de alto índice de abstenção no pleito municipal.  

A vez de Pazzuello ser testado pelo Congresso

Fonte: Secom-RR

Após as discrepâncias nos dados da Covid-19 no Brasil e a falta de transparência nos levantamentos, a comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha ações contra o coronavírus vai ouvir amanhã (9/6) o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello.

A Comissão mudou a agenda de reuniões da semana para atender a pressão de deputados e parte da bancada médica. O presidente e a relatora da comissão, respectivamente, deputado Dr. Luizinho (PP/RJ) e deputada Carmen Zanotto (Cidadania/SC) frenquentemente estavam em interlocução direta com a pasta, enquanto comandada pelo ex-colega de bancada Luiz Henrique Mandetta,

No entanto, após as várias trocas no comando do ministério da Saúde, a comissão passou a pedir ajuda da presidência da Câmara dos Deputados para manter fluxo de informações. Oficialmente à frente da pasta há pouco mais de 15 dias, esta será a primeira vez que o ministro será confrontado pelo Poder Legislativo. 

A tendência é de que o clima na audiência seja de cordialidade, já que “o ministro prontamente atendeu ao chamado dos parlamentares”, conforme assessoria de lideranças na comissão externa.

Além disso, segundo nota do Ministério da Saúde, ainda nesta semana, será lançada nova plataforma interativa para acompanhamento dos dados sobre epidemiológicos no país.

A reflexão

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Fonte: CONASS – Conselho Nacional de Secretarias de Saúde

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