TikTok no topo do debate político nos EUA e já recebendo “visitas” de candidatos brasileiros

por | 25/08/2020 | Impressões

Foto: The Sydney Morning Herald

No início desta semana, a popular plataforma de compartilhamento de vídeo TikTok anunciou que deu entrada em ação judicial contra o governo dos Estado Unidos por conta das recentes ordens do presidente Donald Trump que proíbem o aplicativo controlado pela chinesa ByteDance no país.

O processo judicial é o primeiro embate direto do TikTok com a Casa Branca. No entanto, a empresa chinesa que superou o Facebook em números de downloads, já estava preparada e contava com apoio de diversos escritórios de lobby em Washington desde o ano passado.

A empresa de tecnologia acusou o governo de não fornecer evidências suficientes para mostrar que representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos e que não permitiu que a TikTok apresentasse evidências para se defender.

Trump, que ganhou a chancela dos Republicanos para concorrer a reeleição neste ano, incorporou a guerra comercial contra a China em seu plano de campanha, afetando não só empresas de tecnologia, como questões de segurança, comércio e diplomacia.

Segundo levantamento do Wall Street Journal, o presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, teria argumentado durante jantar na Casa Branca com presidente Trump que a ascensão de empresas chinesas de internet ameaçaria os negócios norte-americanos. No mesmo mês, senadores republicanos e democratas encaminharam uma carta para oficiais de inteligência exigindo um inquérito sobre o TikTok.

Também em outubro de 2019, o aplicativo anunciou  que não exibiria anúncios de políticos ou candidatos de qualquer nível do governo porque “a natureza dos anúncios políticos pagos não é algo que acreditamos ser adequado à experiência da plataforma TikTok”, disse Blake Chandlee, vice-presidente de soluções de negócios globais do app.

Vale lembrar que os políticos brasileiros já migraram para lá de maneira a conquistar o público jovem e os que acabaram viciados em “TikToks” da era pós-covid. 

Senado aguarda confirmação da presença de Paulo Guedes na quinta-feira

Atropelada pela agenda de vetos do Congresso Nacional na semana passada, senadores dedicaram a tarde de hoje (25/8) para votar a proposta de emenda à Constituição que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. 

A matéria, que aumenta de 10 para 23 o percentual de participação do União na composição do fundo, foi aprovada em dois turnos e será promulgada na quarta-feira (26), em sessão conjunta do Congresso.    

Apesar de tramitar há mais de cinco anos no Congresso, senadores deram o aval ao texto aprovado pela Câmara no mês passado sem muita resistência. Em julho, o ministro Paulo Guedes escalou um dos líderes informais do governo, o deputado Arthur Lira (PP/AL), para barrar a aprovação do texto. Lira, no entanto, criou atrito entre demais líderes na Casa e cravou a derrota para o governo. 

Ainda nesta semana, o presidente Davi Alcolumbre e demais líderes no Senado esperam que o Ministro da Economia dê explicações sobre críticas pela derrubada do veto 17/20, que implicaria em aumento de despesas com o funcionalismo público. 

A audiência está marcada para quinta-feira, ainda sem a confirmação do ministro. A expectativa é de Guedes não seja bem recebido pelos senadores, inclusive membros da bancada governista da Casa que votaram contra o veto presidencial.

A reflexão

Arte: In Press Oficina

Números do dia

Arte: In Press Oficina | Fonte: Conass

Você conta com os times de Public Affairs e Comunicação Digital em Brasília. Somos especializados em:

  • mapeamento de stakeholders
  • monitoramento do ambiente de poder
  • pesquisas junto ao Executivo e Legislativo
  • estratégias de Public Affairs
  • advocacy
  • soluções LGPD
  • comunicação estratégica
  • conteúdo para redes sociais
  • comunicação digital
  • monitoramento de redes sociais
  • business intelligence
  • treinamento de porta-vozes